Assistência Técnica e Extensão Rural: novos caminhos para o desenvolvimento rural sustentável

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Apesar de ser um direito constitucional, na década de 90, assistimos o sucateamento dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), com a extinção da EMBRATER (Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural). Esse período coincide com a intensificação das reflexões e questionamentos acerca do modelo de desenvolvimento rural, amplamente difundido pela extensão rural brasileira desde a década de 60, baseado, dentre outros fatores, na ampla utilização de agrotóxicos, na concentração da terra e na compreensão de que o meio rural se constituía num espaço exclusivamente dedicado à produção agropecuária, desconsiderando os aspectos socioambientais e culturais do campo brasileiro. Movimentos do campo, organizações sociais e outros setores progressistas da sociedade vêm refletindo e propondo novas estratégias para estimular o desenvolvimento no meio rural brasileiro, em bases mais sustentáveis. Estes agricultores e agricultoras familiares dispõem, hoje, de um conjunto de políticas públicas de apoio a sua atividade produtiva tendo a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) como instrumento catalisador desse processo de desenvolvimento que visa à sustentabilidade. A nova assistência técnica, conforme prevê as Leis Nacional e Estadual de ATER, tem que ter um caráter educativo e transformador, que estimula um modelo justo, solidário e sustentável.

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