Estado tem progresso histórico e sustentável (Diário Oficial da Bahia)

28/12/2006

Estado tem progresso histórico e sustentável

 

Inserida num patamar histórico de desenvolvimento, a economia baiana foi destaque ao longo dos últimos quatro anos de governo. Há meses se mantém isolada, crescendo mais que o dobro do índice nacional. No acumulado de 2003 a 2005, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 17,7%, frente os 7,8% do país. A expectativa do estado para o quadriênio 2003 a 2006 é de um PIB de 21,6%. Esse desempenho pode ser explicado principalmente pela política de atração de empresas, que ampliou a base produtiva estadual, especialmente no segmento industrial; pela internacionalização da economia, com ampliação das exportações baianas, elevando a sua participação para cerca de 5% das exportações nacionais, e também pela modernização da agricultura e a profis-sionalização da atividade de turismo.

A produção industrial foi um dos grandes destaques da economia baiana. O ostensivo programa de atração de investimentos, aliado ao comportamento positivo da economia internacional e à integração da indústria baiana com a indústria nacional, foi determinante para a transformação do cenário local. O resultado foi a instalação de diversos pólos, a exemplo do automotivo, do calçadista e de celulose, incremento do PIB, estímulo ao consumo e geração de emprego. A presença dessas empresas estruturantes, por outro lado, tem criado oportunidades para instalação de um grande número de novas indústrias de pequeno e médio portes e o acelerado desenvolvimento de cadeias produtivas.

"O extraordinário crescimento da indústria baiana nos últimos anos, sempre a taxas superiores à média nacional, confirma não somente o acerto e a efetividade da política estadual direcionada a este setor, como responde pela atração crescente de novos investimentos devido à divulgação competente das potencialidades econômicas do estado", salienta o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, José Luiz Pérez Garrido. "Seu crescimento sustentado é explicado, dentre outros fatores, pela incorporação progressiva ao seu parque de indústrias competitivas, em muitos casos, líderes de seus segmentos, com domínio tecnológico de seus processos e produtos, mercados bem desenvolvidos e parcela importante da sua produção direcionada para a exportação", completa Garrido.

"O bom comportamento da economia internacional abre muitos mercados para a Bahia, refletindo-se em aumento das exportações do estado. Já a integração da indústria baiana com a nacional eleva o fornecimento dos insumos para outros estados, desenvolvendo também o mercado interno", analisa o diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Cesar Vaz.

De 2003 a 2006, nada menos que 202 empresas foram implantadas em território baiano, resultando em mais de 47 mil postos de trabalho. Os investimentos no período são da ordem de R$ 6,36 bilhões. Outras 88 indústrias estão em fase de implantação, contabilizando investimentos de R$ 3,36 bilhões e mais de 19,2 mil novos empregos.

Os novos empreendimentos estão espalhados por dezenas de municípios em todas as regiões do estado, num processo de interiorização cada vez mais forte. "A interiorização industrial é hoje uma realidade e se constitui um vetor decisivo para o desenvolvimento das economias municipais ao incorporar projetos nos mais diversos segmentos", destaca. O secretário cita como exemplo os projetos nos setores agropecuários, couro/calçados, moveleiro, o Pólo de Informática de Ilhéus e o complexo industrial de produção de madeira e celulose no sul da Bahia. Completam a lista os empreendimentos de mineração já instalados e com início de operação previsto para 2007, como é o caso da Mirabela Mineração Ltda., que irá explorar o importante depósito de minério de níquel, descoberto pela CBPM, no município de Itagibá", destaca.