Exportações batem recordes consecutivos e continuam na rota de crescimento
Nos últimos quatro anos, a Bahia registrou um surpreendente desempenho do comércio exterior. A quebra de recordes consecutivos no volume de exportações – com crescimento estimado de 109% no período – consolidou o estado como sexto maior exportador do país e detentor de aproximadamente 60% das exportações do Nordeste. Com uma receita projetada de US$ 6,8 bilhões em 2006, um novo recorde histórico para o estado, as exportações devem continuar ancorando a economia baiana, prevendo-se um crescimento médio de 20% ao ano para os próximos quatro anos, o que levaria o volume exportado a US$ 15 bilhões em 2010.
Os resultados alcançados pelo comércio exterior da Bahia nos últimos anos, com o alargamento da base exportadora, podem ser evidenciados pelo ingresso de 712 novos produtos e de 272 novas empresas. De acordo com o Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), os fatores que contribuíram para este resultado foram a dinamização da economia estadual, com a reorganização e diversificação produtiva, e a execução de um grande número de ações para estimular mais empresas a exportar, resultantes da análise estratégica dos segmentos industriais organizados e competitivos da economia estadual.
De acordo com o Promo, "esta posição alcançada é também resultado de esforços desenvolvidos pelo Governo do Estado através da instituição, com vistas à internacionalização da economia baiana, do aprimoramento e desenvolvimento de novos produtos destinados ao mercado externo e da abertura de novos mercados".
Segundo o Promo, os preços internacionais das commodities e o crescimento projetado das exportações mundiais em 2007 de 7,6% devem ir compensando, para a maioria dos setores exportadores, a valorização do real, assegurando dinamismo ao setor externo. Há boa chance de que o cenário de preços internacionais altos persista, porque este deriva de mudanças estruturais no padrão do comércio internacional. Para o Promo, as perspectivas só devem ser alteradas se houver um recuo muito forte no crescimento da economia mundial, principalmente nas duas locomotivas internacionais: EUA e China.
Além do efeito preço - a variação média de preços das exportações da Bahia teve alta de 29% nos 11 meses de 2006 - atuaram ainda a favor do desempenho das exportações o dinamismo e maior conteúdo tecnológico das vendas baianas para o mercado latino americano e o contínuo crescimento das economias americana, chinesa e européia.
Também favoreceu as vendas externas a expansão de novos segmentos competitivos na pauta de exportações, como o calçadista, o de móveis, material elétrico e pneumáticos, fruto dos novos investimentos; além do aumento da capacidade de produção de empreendimentos já consolidados como o de papel e celulose, metalúrgico e petroquímico.
Para o Promo, a maturação de investimentos dirigidos para a Bahia é uma clara tendência para a elevação continuada das exportações baianas, pois acontecem em setores com capacidade competitiva, que apresentam níveis elevados de eficiência produtiva e boa demanda internacional. A continuidade da estabilidade econômica e o aumento da produtividade, ditado pela forte demanda por importações de bens de capital e intermediários e pelas ampliações e novos investimentos privados, deverão a curto e médio prazo aumentar a participação das exportações na economia do estado, hoje na faixa dos 15%. Este resultado deverá provocar uma melhoria nos indicadores sociais, criando impactos positivos sobre a geração de emprego e renda.
Os técnicos do Promo afirmam que as principais preocupações que determinarão um crescimento menor para as exportações baianas em 2007 estão relacionadas à valorização cambial, à sua flutuação acentuada, à redução do ritmo de crescimento mundial, ao agravamento dos gargalos de infra-estrutura do país e a uma eventual redução dos preços das commodities.