Orientação especializada garante sucesso da técnica
Pereira diz que o principal motivo para a não-adoção da arborização é que no passado a prática foi abordada de forma equivocada. 'Não houve distinção entre arborização e sombreamento', diz. 'No sombreamento o número de árvores na lavoura é maior do que na arborização, o que resulta em competição por luz, água e nutrientes.'
Além disso, o excesso de árvores reduz a luminosidade sobre os cafeeiros, comprometendo a fotossíntese e o potencial produtivo das plantas. 'Os experimentos pioneiros foram baseados em altas populações de plantas, o que resultou em perdas na produção. Isso levou técnicos a desprezarem a prática e o cultivo a pleno sol se consolidou.'
Por isso, planejar a arborização é essencial, buscando orientação técnica. 'Além da escolha das espécies, o efeito sobre o cafezal depende do número de árvores, da sua copa, da densidade de sombra e das podas.'
A escolha das espécies que serão utilizadas é um dos pontos mais importantes, diz Pereira. 'Geralmente opta-se por árvores conforme a finalidade, que podem ser fixadoras de nitrogênio, frutíferas ou madeiráveis.'
Segundo ele, o primeiro critério é definir qual o problema climático a ser atenuado. 'No Paraná, onde o problema são geadas, dá-se preferência a árvores que não percam as folhas no inverno e de crescimento rápido. Em regiões quentes, onde há seca no inverno, deve-se optar por espécies que percam as folhas no inverno, o que diminui a competição por água.'
Outro critério é definir qual é o cultivo principal. 'Se o foco for o café as leguminosas são melhores, pois atuam na fixação de nitrogênio no solo.' Já se o objetivo for diversificar a fonte de renda, as frutíferas ou madeiráveis são opções. 'Para o aumento da biodiversidade plantam-se várias espécies.'
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