Commodities Agrícolas
Ásia puxa os preços
Os preços da soja na bolsa de Chicago subiram ontem (dia 28) para o maior patamar em 16 meses devido a especulações de que as enchentes na Indonésia e na Malásia, os maiores produtores mundiais de óleo de palma, puxarão a demanda por óleos vegetais de outros grãos. A soja é uma alternativa à palma na fabricação de óleo vegetal e biocombustível. "Não há dúvida de que o óleo de palma foi o fator número um para a subida da soja", disse Bill Bayer, da PTI Securities, em Chicago. Os contratos para março da soja em grão subiram 5,25 centavos de dólar, para US$ 6,905 por bushel, o maior nível desde 2 de agosto de 2005. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da commodity fechou com alta de 0,03% em relação ao dia anterior, a R$ 31,99, segundo o Cepea/Esalq.
Especulador pressiona
Os contratos futuros do café arábica encerraram o pregão de ontem (dia 28) em queda de 3%, depois que especuladores e produtores venderam seus papéis para reverter a guinada nos preços. Em Nova York, os contratos para março recuaram 390 pontos, para US$ 1,2500 por libra-peso. Durante o dia, os papéis chegaram a ser negociados a US$ 1,2975 e caíram para US$ 1,2450. Os contratos para maio também caíram 390 pontos e fecharam a US$ 1,2795. O volume estimado foi de 11.726 lotes. Em Londres, o robusta atingiu a maior alta em seis semanas devido a compras especulativas. Março fecharam com alta de US$ 6, a US$ 1.611 por tonelada. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 293,8, com alta de 0,12%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Á espera de um rumo
Os preços futuros da soja encerraram o pregão de ontem (dia 28) com leve queda em Chicago. Os contratos para março recuaram 2,75 centavos de dólar, para US% 5,04 por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os preços para entregas no mesmo mês subiram 25 centavos e encerraram a US$ 5,12 por bushel. Não houve nenhuma novidade no mercado, disseram operadores à agência de notícias Dow Jones Newswire. "A única coisa que se pode dizer sobre o trigo é que ele caiu um pouco devido a um pouco de chuva e neve", disse Dale Durchholz, analista-sênior da AgriVisor. "Não houve nada mais significativo". O mercado internacional aguarda a divulgação das exportações americanas da semana, que serão divulgadas nesta manhã.
Realização de lucros
As cotações do suco de laranja encerraram a quinta-feira em baixa na bolsa de Nova York, pressionadas por um movimento de realização de lucros. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,9925 por libra-peso, em queda de 140 pontos, ao passo que os futuros para entrega em março caíram 125 pontos, para US$ 1,9615. Apesar da retração, os preços permanecem em elevado patamar e assim devem continuar em razão da limitada oferta da Flórida. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires projetam para as próximas sessões oscilações em torno do eixo atual. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 14,62 na média paulista, conforme levantamento do Cepea/Esalq.