Commodities Agrícolas

19/06/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Excesso de oferta O açúcar demerara devolveu ganhos ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com entrega em outubro fecharam a 17,06 centavos de dólar por libra-peso, queda de 19 pontos. Os preços chegaram a avançar durante o pregão, por conta de uma valorização do real ante o dólar - o que desestimula as vendas de produtores brasileiros. Porém, a expectativa de superávit global de 10 milhões a 12 milhões de toneladas na safra 2012/13 pesou mais do que a ação do câmbio. "Não há como deter a queda dos preços no momento", disse Michael Smith, da T&K Futures & Options, à Dow Jones Newswires. Smith aposta que o açúcar pode chegar a 14 centavos de dólar até o fim do ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 43,73, alta de 0,39%.
 
Chuva no Texas Os preços do algodão voltaram a ceder ontem no mercado futuro de Nova York. Os contratos para entrega em outubro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam em baixa de 166 pontos, a 87,38 centavos de dólar por libra-peso, Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a cotação é pressionada pelas chuvas no Texas, maior produtor de algodão dos Estados Unidos. Até o fim de semana, os americanos haviam cultivado 95% da área destinada à pluma na safra 2013/14. No mercado físico brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o preço à vista do algodão entregue na indústria de São Paulo subiu 1,51%, para R$ 1,9176 por libra-peso. Com isso, o indicador zerou as perdas do mês e passou a acumular alta de 0,15%.
 
Teto em um mês Os preços do milho atingiram ontem o maior nível em um mês na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam em alta de 10,25 centavos, cotados a US$ 5,89 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o aperto nos estoques dos Estados Unidos e as incertezas em relação ao tamanho da próxima safra impulsionaram as cotações. A previsão de altas temperaturas para as próximas duas semanas no Meio-Oeste do país alimentou temores em relação ao clima no próximo verão. No ano passado, os americanos enfrentaram a pior seca em 50 anos, o que devastou sua colheita de milho. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do milho em Campinas caiu 0,7%, a R$ 25,53 por saca.
 
Incertezas nos EUA O trigo foi na esteira do milho e também subiu nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os contratos para setembro fecharam com um ganho de 7 centavos, a US$ 6,9475 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento avançaram 5,75 centavos, a US$ 7,2150 por bushel. Segundo a Dow Jones Newswires, há incertezas em relação à safra americana de trigo, já que chuvas atrasaram a colheita das lavouras de inverno e o ritmo de plantio do cereal de primavera segue abaixo da média histórica - ainda que tenham melhorado as condições de desenvolvimento dos campos já semeados. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou cotada em R$ 39,27, alta de 0,33%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
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