Commodities Agrícolas

25/06/2013
Commodities Agrícolas
 
 
Resistência superada O açúcar demerara superou ontem o nível técnico e psicológico de 17 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro fecharam em alta de 21 pontos, a 17,14 centavos de dólar por libra-peso. Art Liming, do Citigroup, disse à Dow Jones Newswires que o quadro do mercado mudou um pouco por conta das chuvas em regiões produtoras do Brasil (maior fornecedor mundial da commodity) no fim de semana, o que pode atrasar a colheita e a moagem de cana. Além disso, a maioria das usinas do país continua a destinar boa parte da cana à produção de etanol anidro (que é misturado à gasolina), já que este é mais rentável no momento. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 44,57, avanço de 0,36%.
 
Chuvas a caminho As cotações do suco de laranja caíram na sessão passada ao menor valor em mais de um mês em Nova York, pressionadas pela previsão de chuvas para a Flórida, que detém o segundo maior pomar de citros do mundo. Os contratos para setembro encerraram em baixa de 145 pontos, a US$ 1,4035 por libra-peso. Segundo a Dow Jones Newswires, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) prevê precipitações na Flórida até a primeira semana de julho. O clima seco no início deste ano trouxe danos às lavouras do Estado americano e contribuiu para que o greening (doença bacteriana de difícil controle) se espalhasse. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou estável, a R$ 6,36, de acordo com o Cepea/Esalq.
 
Clima favorável Os mapas climáticos mais favoráveis ao desenvolvimento do milho nos EUA puxaram para baixo os preços do grão em Chicago. Os papéis para setembro encerraram em queda de 13 centavos ontem, a US$ 5,79 por bushel. No fim de semana, chuvas pesadas caíram sobre Iowa, Minnesota e Wisconsin, o que é ruim para os plantios recém-estabelecidos. Porém, previsão é de que o tempo fique mais seco de quinta-feira a sábado no cinturão americano, segundo a Dow Jones Newswires. Além disso, ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) revelou que 65% das lavouras do grão no país estão em condições boas a excelentes. Em Campo Verde (MT), a saca está sendo negociada a cerca de R$ 15, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Boa produtividade O trigo registrou perdas ontem nas bolsas americanas, diante de relatos de rendimentos melhores do que o esperado em importantes regiões produtoras do cereal no país. Em Chicago, os contratos para setembro fecharam em baixa de 17,25 centavos, a US$ 6,8775 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento recuaram 17 centavos, a US$ 7,19 por bushel. O avanço da colheita do trigo de inverno nos EUA (para 20% da área até 23 de junho) e as boas condições de desenvolvimento das lavouras do cereal de primavera no norte das Grandes Planícies americanas foram fatores adicionais de pressão. No Paraná, a saca ficou em R$ 39,99, ligeira alta de 0,05%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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