Commodities Agrícolas

26/06/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Piso em três meses O suco de laranja despencou ontem na bolsa de Nova York, depois que investidores liquidaram as apostas de que as cotações subiriam diante da ausência de ameaças climáticas aos pomares da Flórida, que abriga o segundo maior parque citrícola do mundo. Os contratos para setembro fecharam a US$ 1,3420 por libra-peso, em queda de em queda de 615 pontos (4,3%). Trata-se do menor patamar em três meses. Segundo Joe Ricupero, vice-presidente da RJO Futures, os agentes especulativos estão atentos às possíveis ocorrências de furacões na Flórida, comuns nesta época do ano. Mas não sinais nesse sentido nas próximas 48 horas. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias segue abaixo de R$ 6,50, segundo o Cepea.
 
Em recuperação Entre altos e baixos, o algodão continua em ritmo de recuperação na bolsa de Nova York. Ontem foi dia de valorização, e os contratos com vencimento em outubro subiram 193 pontos, para 85,95 centavos de dólar por libra-peso. "Estamos começando a voltar para uma faixa onde os preços do algodão no mercado físico são interessantes para as indústrias", afirmou Chris Kramedjian, consultor da FCStone. O fato é que a superoferta que derrubou as cotações no ano passado não existe mais, em grande medida em virtude do desestímulo que provocou nos produtores, e há espaço para altas. Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba é negociada entre R$ 60 e R$ 62, conforme o Imea, instituto de economia ligado à federação da agricultura e pecuária do Estado (Famato).
 
Cobertor curto O aperto na oferta de soja no mercado físico americano voltou a dar suporte aos preços do grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para agosto subiram 8 centavos de dólar por bushel, para US$ 14,2925. A reduzida disponibilidade de soja nos EUA no momento, reflexo ainda da seca de grandes proporções que derrubou a colheita da safra passada (2012/13) no país, tem levado os prêmios oferecidos pela commodity a alcançarem recordes para este período do ano. Ontem, em Illinois, compradores ofereciam 28 centavos de dólar por bushel a mais que o preço dos contratos com entrega em julho na bolsa. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, a R$ 61, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
 
Lavouras vão bem O milho viveu ontem a quarta sessão consecutiva de perdas na bolsa de Chicago. Os papéis para setembro encerraram em baixa de 2,50 centavos, a US$ 5,7650 por bushel. Cresce a expectativa de uma boa colheita dos EUA na safra 2013/14, reforçada pela indicação dada na segunda-feira pelo Departamento de Agricultura do país (USDA) de que 65% das lavouras recém-plantadas estão em condições boas a excelentes de desenvolvimento. Por outro lado, a escassez do grão no mercado doméstico dos EUA, reflexo da seca que levou à quebra da safra 2012/13 no país, tem dado suporte aos contratos de vencimento mais curto, para julho. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 24,00, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
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