Commodities Agrícolas

09/07/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Dia de alta em NY
 
O café arábica liderou o movimento de altas que embalou as "soft commodites" ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro fecharam com valorização de 220 pontos (1,8%), a 123,45 centavos de dólar por libra-peso. As cotações foram puxadas por coberturas de posições vendidas. Traders que fizeram apostas vendidas estariam liquidando contratos depois que os preços testaram o menor patamar em quase quatro anos no mês passado. A colheita de uma safra cheia no Brasil, a recuperação das exportações colombianas e os amplos estoques internacionais, porém, limitam o potencial de alta. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 295 e R$ 300, segundo informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Na contramão
 
O cacau foi na contramão e se tornou a única das principais "soft commodities" a encerrar a segunda-feira em baixa significativa na bolsa de Nova York. Os contratos futuros para setembro, que ocupam a segunda posição de entrega - normalmente a de maior liquidez - fecharam com desvalorização de US$ 30 (1,4%), a US$ 2.174 por tonelada. O peso de uma relação global entre oferta e demanda relativamente confortável continua a tirar suporte do mercado. Na semana que vem, Estados Unidos e Europa divulgam seus dados mensais de processamento da amêndoa, um barômetro da demanda por chocolate. No mercado doméstico, a arroba do cacau saiu, em média, por R$ 74,73 em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, segundo informações da Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Recuperação parcial
 
Os preços dos grãos registraram altas expressivas ontem em Chicago, alavancados pelo aperto dos estoques americanos e por especulações em relação ao clima. Desse modo, o mercado corrigiu parte das perdas acumuladas na semana passada. A soja liderou o movimento. Os contratos da oleaginosa para agosto fecharam em alta de 23,50 centavos de dólar, a US$ 14,5550 por bushel. Os traders ainda estão focados na escassez da oferta de curto prazo, com os preços no mercado à vista subindo com o objetivo de racionar a demanda pela soja remanescente da última colheita. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos saiu por R$ 54,83 no mercado de balcão, conforme levantamento realizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
De carona com a soja
 
Influenciado pelos mesmos fatores que impulsionaram as cotações da soja e pela própria valorização da oleaginosa, as cotações do milho também subiram ontem na bolsa de Chicago e motivaram também ganhos para o trigo. Os contratos do milho com vencimento em setembro encerraram a sessão negociados a US$ 5,3325 por bushel, em alta de 7,50 centavos de dólar. Os traders continuam a acompanhar com atenção dados sobre exportações, estoques e desenvolvimento da safra 2013/14 nos EUA. Mas a tendência de recomposição da oferta americana depois da quebra de 2012/13 deverá limitar os espaço para ganhos. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu por 19,67, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
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