10/07/2013
Commodities Agrícolas
Se Chantal chegar O mercado futuro de suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) registrou ganhos ontem. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em setembro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam com valorização de 165 pontos ou 1,2%, a 136,65 centavos de dólar por libra-peso. As cotações voltaram a ser impulsionadas pelo temor de que a tempestade tropical Chantal ganhe força e se mova na direção da Flórida, onde se concentra a segunda maior produção citrícola do mundo. Em São Paulo, o preço da laranja pêra para a indústria no mercado spot recuou 0,18%, a R$ 5,58 por caixa de 40 quilos, segundo levantamento do Cepea/Esalq. No mês, a fruta acumula baixa de 4,94%.
De carona Os preços da soja negociada na bolsa de Chicago voltaram a subir ontem, acompanhando a tendência do mercado de milho. Os contratos com vencimento em agosto fecharam em alta de 12,75 centavos (0,87%), a US$ 14,6825 por bushel. Os futuros para entrega em novembro, contra os quais serão entregues os primeiros lotes da safra 2013/14, avançaram 24 centavos (1,92%), a US$ 12,7625 por bushel. A previsão de condições climáticas menos favoráveis para o desenvolvimento das lavouras americanas nos próximos dias deu impulso ao mercado de grãos ontem, atraindo compras de fundos especuladores. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço da soja entregue em Paranaguá ficou praticamente estável ontem (-0,08%), a R$ 25,72 por saca.
Inversão de aposta Os preços do milho dispararam ontem no mercado futuro de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais líquida) fecharam em alta de 18,50 centavos (3,47%), a US$ 5,5175 por bushel. Segundo analistas, fundos que haviam apostado fortemente na queda dos preços nas últimas semanas resolveram liquidar essas posições diante da previsão de clima mais seco e quente no cinturão agrícola dos Estados Unidos nos próximos dias. O temor dos especuladores é que a condição menos favorável se prolongue e comprometa a produtividade da nova safra, que começa a ser colhida em setembro. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do milho posto em Campinas ficou praticamente estável ontem (-0,04%), a R$ 25,29 por saca.
Demanda chinesa As cotações do trigo registraram ontem forte alta nas bolsas dos Estados Unidos. Em Chicago, os contratos com vencimento em setembro fecharam com valorização de 14,50 centavos (2,19%), cotados a US$ 6,7750 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o produto de melhor qualidade, os lotes para setembro fecharam a US$ 7,0375 por bushel, um ganho de 14,50 centavos (2,1%). A forte alta nos preços do milho e a preocupação com as condições da nova safra nos Estados Unidos deram impulso às cotações do cereal. O mercado também é sustentado pela forte demanda da China por trigo americano. No Brasil, o preço médio do trigo pago aos produtores do Rio Grande do Sul caiu 1,07% ontem, para R$ 730,77 por tonelada, segundo levantamento do Cepea/Esalq.