16/07/2013
Commodities Agrícolas
Cobertura de posições Os preços do café dispararam ontem no mercado futuro de Nova York, depois que especuladores que apostavam na queda da commodity resolveram liquidar posições vendidas para embolsar lucros. Os contratos de arábica com vencimento em setembro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais líquida) fecharam em alta de 385 pontos ou 3,2%, a 123,25 centavos de dólar por libra-peso. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que a ligeira alta do real frente o dólar (que desestimula os produtores brasileiros a exportar) pode ter contribuído para a reação das cotações, que testaram o menor patamar em duas semanas pela manhã. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do café entregue em São Paulo subiu 2,55%, a R$ 288,45 por saca.
Aperto nos estoques A soja andou na contramão do milho e do trigo e fechou o pregão de ontem em alta na bolsa de Chicago. O contrato para setembro subiu 16,25 centavos (1,25%), a US$ 13,1450 o bushel. À Dow Jones Newswires, especialistas disseram que a valorização se deveu às preocupações com o aperto nos estoques, diante da demanda aquecida nos Estados Unidos. Após o fechamento, o Departamento de Agricultura americano (USDA) informou que 65% das plantações de soja apresentavam condições boas a excelentes até domingo (14/07), uma queda de dois pontos percentuais em relação à semana anterior. O mercado apostava em uma pequena melhora das condições. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o grão no Paraná caiu 1,03%, para R$ 65,26 a saca de 60 quilos.
Ladeira abaixo Os preços do milho fecharam ontem no menor patamar em dois anos e meio na bolsa de Chicago, pressionados pela perspectiva de uma colheita recorde nos Estados Unidos. Os contratos de milho para entrega em setembro fecharam em baixa de 9,25 centavos ou 1,7%, a US$ 5,3625 por bushel, o menor preço de fechamento para um primeiro vencimento desde novembro de 2010. Os lotes para dezembro, posição mais negociada no momento, fecharam em baixa de 5,75 centavos ou 1,7%, a US$ 5,0350 por bushel. Segundo analistas, a previsão de chuvas para o Meio-Oeste dos EUA até o fim da semana reforçou o cenário favorável para o desenvolvimento da nova safra e pesou sobre as cotações. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do milho entregue em Campinas caiu 1,71%, a R$ 24,74 por saca.
Na onda do milho Os futuros de trigo recuaram ontem nas bolsas americanas, acompanhando o movimento do mercado de milho. Em Chicago, os papéis para dezembro caíram 11,50 centavos de dólar, a US$ 6,8225 o bushel. O mesmo vencimento em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, encerrou o pregão a US$ 7,18 por bushel, em um recuo mais modesto, de 6,25 centavos de dólar. Especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que também pesou na retração de ontem a percepção de que os preços elevados do trigo podem ter reduzido a competitividade do cereal americano. No mercado interno, o cenário ainda é de escassez para os moinhos. O indicador Cepea/Esalq para o trigo no Paraná teve ontem alta de 0,65%, a R$ 874,69 por tonelada. No mês, o indicador acumula alta de 1,17%.