Bahia mantém cobertura vacinal contra febre aftosa acima de 90%

30/07/2013
Bahia mantém cobertura vacinal contra febre aftosa acima de 90%
 
 
 
Com 91,15% do rebanho vacinado contra a febre aftosa, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), encerra a primeira etapa da vacinação de 2013 comemorando o alto índice vacinal – acima dos 90% exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) –, mesmo com os problemas decorrentes do longo período de seca que atingiu mais de 60% do estado.
 
Os dados divulgados ontem reforçam a responsabilidade do criador e o compromisso do governo estadual em desenvolver e fortalecer a pecuária, garantindo a sanidade das 11.173.003 cabeças de gado existentes em território baiano, mantendo o status de Livre da Febre Aftosa com Vacinação.
 
Modernização – "As atividades de defesa unidas ao processo de modernização da pecuária trazem resultados positivos, favorecendo o sucesso das ações, o alcance das metas e a superação de desafios no combate à seca", avalia o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles. Para ele, o índice alcançado "é reflexo do esforço conjunto de criadores, associações, sindicatos, Governo do Estado e Ministério da Agricultura dentro do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa".
 
Entre as regiões que apresentaram melhores índices estão as de Itapetinga (97,63%), Teixeira de Freitas (97,34%), Barreiras (96,56%), Irecê (96,47%) e Santa Maria da Vitória (96,35%). O grande destaque nesta etapa de vacinação foi a Zona de Proteção com índice de cobertura vacinal de 94,59%, integrada pelos municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Buritirama, Remanso, Casa Nova, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes, que fazem divisa com Pernambuco e Piauí, estados que ainda não foram reconhecidos pelo Ministério da Agricultura como livre de aftosa com vacinação.
 
Fiscalização - "Estamos cumprindo o nosso papel de zelar pelo patrimônio pecuário na Bahia, agindo em defesa de toda comunidade rural no estado e garantindo condições mais favoráveis para que o pequeno produtor mantenha seu rebanho livre da aftosa", destaca o diretor-geral da Adab, Paulo Emílio Torres. Para isso, a fiscalização do trânsito de animais e da vigilância ativa das propriedades foi intensificada, propiciando maior segurança aos serviços oferecidos ao produtor.
 
Segundo ele, "nesse quesito, temos que ressaltar a importância do processo de informatização da Adab, que auferiu solidez e segurança total nas informações da base cadastral". Torres citou ainda a eficiência no cruzamento de informações com a Guia de Trânsito Animal (GTA) como fator fundamental para a realização das atividades.
 
"Os criadores entendem e trabalham com empenho para manter a pecuária como atividade viável na Bahia", afirmou o presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), João Martins. "Nesse momento ainda delicado, temos que continuar unindo esforços e compartilhando responsabilidades para não comprometer ainda mais a atividade diante das condições climáticas desfavoráveis."
 
Estiagem causou morte de animais
 
A Adab contabilizou 572.859 cabeças de gado que morreram devido à forte seca no estado. O número representa, aproximadamente, 5% do rebanho existente na Bahia.
 
O intenso trabalho nessas regiões para conscientização dos produtores por meio da educação sanitária serviu ainda para mensurar os prejuízos causados pela estiagem à pecuária baiana.
 
Os números de mortes mais expressivos ocorreram nas regiões de Miguel Calmon (75.190), Ribeira do Pombal (74.433), Juazeiro (70.700), Itaberaba (69.730) e Feira de Santana (62. 399), todas em municípios que ainda estão com baixo índice de precipitação pluviométrica.
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