Commodities Agrícolas

31/07/2013
Commodities Agrícolas
 
Melhora do clima 
 
Os baixos danos causados pelas geadas nos cafezais do Brasil pressionaram para baixo as cotações da commodity na bolsa de Nova York. Os contratos para dezembro, encerraram em queda de 50 pontos, a US$ 1,2295 a libra-peso. O contrato com vencimento em setembro recuou mais, 85 pontos, para US$ 1,2030 a libra-peso, o menor patamar em mais de duas semanas. Conforme especialistas, a melhora do clima no Brasil e a desvalorização do real contribuíram para a retração. A commodity caiu 10% desde que atingiu a máxima em oito semanas (US$ 1,34 por libra-peso) no último dia 12, então impulsionado pela ameaça de geadas no Brasil. No mercado interno, o movimento foi inverso. O indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica subiu 0,50%, para R$ 285,72.
 
Estoque curto 
 
O algodão registrou ontem a maior alta em mais de uma semana na bolsa de Nova York. Os contratos para entrega em dezembro, posição mais negociada no momento, fecharam com valorização de 43 pontos ou 0,5%, a 85,14 centavos de dólar por libra-peso. Analistas disseram à Bloomberg que o mercado reagiu à queda dos estoques certificados pela bolsa nos Estados Unidos - ao menor nível desde o começo de fevereiro. A piora na condição das lavouras americanas também deu sustentação à commodity. "O mercado está preocupado tanto com o aperto na oferta quanto com a qualidade", afirma Louis W. Rose, consultor independente em Memphis. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço à vista do algodão em São Paulo caiu 0,77%, para R$ 2,081 por libra-peso.
 
Piso em 17 meses 
 
O preço da soja caiu ontem para o menor nível em 17 meses na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro, mais negociados, encerraram em baixa de 23 centavos ou 1,8%, a US$ 12,49 por bushel. O clima amplamente favorável para o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos continua a pesar sobre o mercado, reforçando a expectativa de uma safra recorde, superior a 92 milhões de toneladas, a partir de setembro. Depois de bater recorde no ano passado, a soja acumula desvalorização de quase 15% em 2013. Em contrapartida, o preço da soja subiu ontem no mercado físico brasileiro. O indicador Cepea/Esalq para o grão entregue em Paranaguá (PR) subiu 1,52%, a R$ 66,02 por saca. No mês, o indicador acumula queda de 4,53%.
 
Realização de lucros 
 
Depois de cair por seis dias seguidos, o preço do milho teve um dia de recuperação na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos do grão para entrega em dezembro encerraram o dia com valorização de 4,25 centavos ou 0,9%, a US$ 4,7750 por bushel. A alta deveu-se a um movimento estritamente técnico. Especuladores que elevaram suas apostas na queda dos preços nas últimas semanas resolveram liquidar parte dessas posições e embolsar alguns lucros. Contudo, o mercado segue pressionado pela expectativa de uma grande colheita nos Estados Unidos após o fiasco de 2012. As cotações também recuaram no mercado interno. No Paraná, a cotação média caiu 1,86% ontem, para R$ 17,90 por saca, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) do Estado.
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