Órgão incentiva projeto de Horta Sensorial no Instituto dos Cegos da Bahia

02/08/2013
Órgão incentiva projeto de Horta Sensorial no Instituto dos Cegos da Bahia
 
 
 
 
O projeto Horta Jardim Sensorial, para mães de deficientes visuais, foi apresentado pelo engenheiro agrônomo da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Antônio Carneiro, junto com o responsável técnico do Centro de Reabilitação e Prevenção de Deficiências (CRPD), das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), Jorge Nascimento, ontem, no Instituto dos Cegos da Bahia (ICB).
 
O trabalho visa incentivar deficientes visuais e suas famílias a construir, em casa, uma horta vertical, com a utilização de materiais recicláveis, como garrafas pet, madeira, pote de argila, entre outros.
 
"Através dos sentidos olfato e tato, conseguimos ensinar a sete internos a implantar uma Horta Jardim Sensorial nas instalações da OSID", conta Carneiro. Segundo ele, a intenção da palestra é multiplicar essa ideia de inserção do deficiente numa atividade produtiva, que ainda ajude na melhoria da qualidade alimentar da sua família.
 
Compromisso – A coordenadora do Instituto, Elvira Costa Pinto Pires, enfatiza a importância desse trabalho para toda a família dos deficientes visuais. "É especial o compromisso das equipes técnicas da EBDA e da OSID, que, com simplicidade, conseguem a participação também das mães das crianças deficientes", enfatizou Elvira.
 
Ana Paula Alves, mãe de Fábio Henrique, de três anos, deficiente visual, acompanha o filho no instituto e participa com ele de cada desenvolvimento motor da criança. "Em casa, já implantei uma mini-horta, com manjericão e hortelã e é uma alegria perceber meu filho identificando cada planta, tratando com amor e carinho", disse Ana. Ela tem como objetivo ampliar a horta doméstica, com os ensinamentos aprendidos hoje.
 
Funcionalidade – Jorge Nascimento, da OSID, destaca a funcionalidade do projeto. "Iniciamos com os internos da OSID e vemos o trabalho se multiplicar em outras instituições como esta", contou Nascimento. "Juntar o conhecimento técnico ao fazer com amor, nos enche o espírito de disposição, para promover a inclusão destas pessoas", finalizou Antônio Carneiro.
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desenvolvimento agrícola
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