Commodities Agrícolas

02/08/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Piso em 4 anos A diminuição das preocupações em relação ao clima no Brasil fez com que o café arábica alcançasse o menor valor em mais de quatro anos na bolsa de Nova York ontem. Os lotes com entrega em setembro encerraram em forte queda de 295 pontos na sessão passada, a US$ 1,1835 por libra-peso. A recente onda de frio no Brasil trouxe poucos prejuízos aos cafezais. A valorização do dólar em relação ao real foi um fator adicional de pressão às cotações. A perda de força da moeda brasileira encoraja os produtores a exportar mais café, tendo em vista que eles receberão mais reais pelo produto vendido ao exterior em dólar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos de café ficou em R$ 279,82, com recuo expressivo de 2,07%.
 
Clima favorável As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras americanas puxaram para baixo os preços da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro fecharam em queda de 15,50 centavos, a US$ 12,3425 por bushel. Nem mesmo o bom desempenho das exportações da oleaginosa dos EUA deu suporte às cotações. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), os americanos acertaram a venda de 1,11 milhão de toneladas na semana entre 19 e 25 de julho, bem acima do intervalo de 400 mil a 800 mil toneladas previsto por analistas. No oeste da Bahia, a saca de soja foi negociada a R$ 54,00 ontem, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Queda livre Após mais uma forte queda, o milho registrou ontem o menor preço em quase três anos na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro encerraram o pregão em baixa de 12 centavos ou 2,5%, a US$ 4,67 por bushel - a menor cotação desde 4 de outubro de 2010 para o contrato de maior liquidez. O mercado segue pressionado pela perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos, reforçada pelas condições consideradas ideais para o desenvolvimento das plantações em seu período mais crítico. "Não há uma única razão para ser um comprador neste momento. Sempre que tivermos uma recuperação, os traders vão vender, e os preços cairão de novo", disse Larry Glenn, analista da Frontier Ag, à agência Bloomberg. No mercado interno, o milho ficou estável no Paraná, a R$ 17 por saca, segundo a Cocamar.
 
Na esteira do milho A queda do milho empurrou também o trigo para o terreno negativo em Chicago, já que as duas commodities estão ligadas por concorrerem no segmento de ração animal. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam em queda de 6,50 centavos, a US$ 6,7050 por bushel. Porém, em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 1 centavo, para US$ 7,18 por bushel. A demanda pelo trigo americano segue aquecida. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou que as vendas do cereal na semana até 25 de julho vieram dentro do esperado por analistas, em 596,9 mil toneladas. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu por R$ 44,18, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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