Agropecuária é um dos caminhos sustentáveis para o desenvolvimento da Chapada Diamantina

06/08/2013
Agropecuária é um dos caminhos sustentáveis para o desenvolvimento da Chapada Diamantina
 
 
Foto: Imprensa Seagri
(Igatu/Andaraí – BA) - “A Chapada Diamantina já avançou muito, mas precisa e pode avançar muito mais, e um dos caminhos sustentáveis para o desenvolvimento sócio-econômico desta região é a agropecuária”, afirmou o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, lembrando ainda o potencial turístico. Ele participou, durante dois dias neste fim de semana, na Vila de Igatu, em Andaraí, do I Encontro de Prefeitos da Chapada Diamantina e Região, discutindo as políticas públicas de sua pasta. 
 
Do evento pioneiro, organizado pela União dos Municípios da Chapada e Região com o objetivo de discutir a força econômica da Chapada e as políticas públicas para o desenvolvimento da região, participaram, além do secretário da Agricultura e dos 33 prefeitos da Chapada, o vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, e os titulares das pastas de Saúde e Educação, respectivamente Jorge Solla, Osvaldo Barreto, a senadora Lídice da Mata e deputados estaduais e federais.
 
Salles ouviu sugestões e os anseios dos prefeitos, e discutiu com eles questões como o endividamento dos produtores e renegociação das dívidas, assistência técnica e irrigação, dentre outros muitos temas. 
 
O secretário ressaltou o potencial da agropecuária baiana, destacando que a Chapada possui excelentes condições de clima, solo e disponibilidade de água para o desenvolvimento de culturas que permitam maior agregação de valor. Ele afirmou que estas condições conferem à Chapada condições para atrair investidores nacionais e estrangeiros, e agroindustrializar a produção, com a garantia de matéria prima de qualidade e com regularidade.
 
Salles disse que a região, além da maravilhosa produção de hortigranjeiros e frutas, entre elas as uvas viníferas, pode avançar muito na questão do leite, na ovinocaprinocultura de corte e de leite para produção de queijos semelhantes aos feitos em Portugal e Espanha, e introduzir a cultura da Agave Azul, ou Agave Tequilana, planta da mesma família do sisal, utilizada no México para produção de tequila e adoçante, com alto valor econômico. 
 
Com a Agave Azul é possível produzir mel, sem sacarose e rica em frutose, muito procurado pela indústria alimentícia, e a Inulina, um pó branco desidratado, que facilita a digestão e é matéria-prima para a indústria farmacêutica. No México, com essa planta é produzida a Tequila, mas a idéia aqui é a produção de etanol.
 
Fonte: 
Ascom Seagri
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