Commodities Agrícolas

06/08/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Expectativa com plano O café arábica encerrou em alta pelo segundo pregão consecutivo na bolsa de Nova York, em meio à expectativa do anúncio de ajuda ao setor que o governo brasileiro faria na tarde de ontem. Os lotes para dezembro fecharam com valorização de 145 pontos, a US$ 1,2250 por libra-peso. Porém, as negociações entre o Ministério da Agricultura e o da Fazenda não foram conclusivas, o que adiou a divulgação sobre o plano de aquisição de café pelo governo brasileiro. Desde o início do ano, as cotações do grão já caíram 18% em Nova York, pressionadas pela previsão de grande oferta global. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 290,00 e R$ 300,00, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
 
Temor com seca As cotações do cacau dispararam na sessão passada na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam com uma valorização de US$ 72, a US$ 2.373 por tonelada. A preocupação com o clima seco no oeste da África, onde se concentram os principais produtores mundiais da amêndoa, foi o grande fator de impulso aos preços. Mapas climáticos indicavam que haveria chuvas na África no último fim de semana, mas as precipitações não tiveram o volume esperado e também não atingiram as regiões produtoras de cacau mais importantes do continente. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba da commodity foi negociada a R$ 80,00, em média, de acordo com levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Clima pressiona O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos voltou a pesar sobre os preços da soja na bolsa de Chicago. Os contratos com entrega em setembro fecharam em baixa de 5,25 centavos, a US$ 12,0750 por bushel. Chuvas fortes no fim de semana aliviaram a tensão em relação ao solo seco em partes do sudoeste do cinturão produtor americano, incluindo Kansas e Missouri. As temperaturas devem permanecer amenas nas próximas duas semanas no Meio-Oeste americano, o que tende a reduzir o stress nas lavouras. A soja entrará este mês na fase de enchimento de grãos, momento mais crítico de desenvolvimento. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos ficou em R$ 64,14, forte queda de 3,84%.
 
Pressão do milho O trigo caiu ontem nas bolsas americanas na esteira do milho, já que as duas commodities estão ligadas por concorrerem no setor de alimentação animal. Em Chicago, os contratos para dezembro encerraram em baixa de 15,25 centavos, a US$ 6,5775 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento caíram 11,50 centavos, para US$ 7,0725 por bushel. Há sinais divergentes sobre os rumos das exportações americanas. Parte dos traders crê em um aumento nas vendas, puxado pela China, mas outros acreditam que os EUA enfrentarão forte concorrência de outros fornecedores, como os países da região do Mar Negro. No Paraná, a saca ficou em R$ 44,31, alta de 0,20%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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