07/08/2013
Commodities Agrícolas
Anúncio adiado O adiamento do anúncio das medidas de apoio do governo brasileiro ao setor cafeeiro puxou para baixo os preços do grão arábica na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam ontem em queda de 180 pontos, cotados a US$ 1,2070 por libra-peso. Na sessão de segunda-feira, as cotações chegaram a US$ 1,2380 por libra-peso, diante da expectativa de que o governo do Brasil interviria no mercado doméstico para mitigar as recentes desvalorizações do café - o que incluiria um plano de compras da commodity. Na semana passada, o café alcançou o menor patamar em quatro anos em Nova York. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do grão de boa qualidade oscilou entre R$ 290,00 e R$ 300,00, segundo levantamento do Escritório Carvalhaes.
Sem ciclones A inexistência de notícias climáticas que possam afetar os pomares da Flórida pressionou ontem os futuros do suco de laranja na bolsa de Nova York. Os papéis para novembro encerraram em queda de 220 pontos, a US$ 1,4045 a libra-peso. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) não prevê nenhum ciclone tropical nas próximas 48 horas, o que significa que não há ameaças imediatas às lavouras da Flórida, Estado americano que detém o segundo maior pomar de citros do mundo. Além disso, um bom volume de chuvas nas últimas semanas contribuiu para melhorar as frutas e os pés de laranja, que vinham sofrendo com um período seco. No mercado interno, a laranja pera in natura caiu 3,28%, para R$ 5,99 a caixa de 40,8 quilos, segundo Cepea/Esalq.
Lavouras americanas Os dados do governo americano mostrando que o desenvolvimento das lavouras de algodão está atrasado fizeram a pluma subir ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para dezembro encerraram o dia em alta de 49 pontos, a 85,69 centavos de dólar por libra-peso. Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 53% das lavouras estão na fase de emissão das cápsulas (onde a pluma virá a ser formada), avanço de 14 pontos percentuais em uma semana, mas aquém dos 70% da média dos últimos cinco anos. Os EUA são o principal exportador mundial da commodity. No mercado interno, o movimento foi inverso. O indicador Cepea/Esalq para o algodão com entrega em oito dias caiu 0,33%, para R$ 2,0307 a libra-peso. No mês, a variação é negativa em 2,78%.
Boas condições O aumento na quantidade de lavouras em boas a excelentes condições nos EUA pressionou ontem os preços da soja na bolsa de Chicago. Os contratos com entrega em setembro fecharam em baixa de 14 centavos, a US$ 11,9350 por bushel. No fim da tarde de segunda-feira, um relatório do Departamento de Agricultura americano (USDA) apontou que 64% das lavouras da oleaginosa apresentavam o melhor nível de desenvolvimento, avanço de um ponto percentual ante a semana anterior. Previsões indicam a continuidade de temperaturas amenas e chuvas na maior parte do cinturão produtor de grãos dos EUA, o que tende a estender as perdas nas cotações da soja. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 64,92, alta de 1,22%.