Commodities Agrícolas

15/08/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Frio no Brasil A nova onda de queda das temperaturas em regiões produtoras de café do Centro-Sul do Brasil impulsionou as cotações da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,2530 por libra-peso, em alta de 230 pontos em relação à véspera. Apesar do impulso, os radares meteorológicos não acusam a possibilidade de geadas fortes em regiões importantes para o café no país, o que pode significar vida curta para as valorizações de preços por esse motivo. Nas geadas de julho no Centro-Sul brasileiro, foi exatamente isso que aconteceu. No mercado físico doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade permaneceu entre R$ 295 e R$ 305, conforme informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Recuperação em NY As cotações do cacau fecharam com ganhos expressivos ontem na bolsa de Nova York, em um movimento que quase anulou as fortes perdas de terça-feira. A reação foi motivada pela crescente preocupação com o tempo seco no oeste da África, onde estão os principais países produtores da amêndoa. Os papéis para entrega em dezembro encerraram a sessão com uma valorização de US$ 37, a US$ 2.495 por tonelada. Traders realçaram que, no meio do dia, as cotações chegaram a superar a barreira dos US$ 2.500, mas perderam um pouco de força graças a ajustes técnicos. Nas praças de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba do cacau permaneceu, em média, a R$ 81,50, de acordo com informações divulgadas pela Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Temor climático Novas preocupações derivadas de previsões climáticas desfavoráveis às lavouras dos EUA e a redução das projeções para a colheita no país na atual temporada (2013/14) voltaram a contribuir para o aumento dos preços do grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para setembro fecharam em alta de 11,75 centavos de dólar, a US$ 12,6950 por bushel. Traders temem o tempo seco esperado para o Meio-Oeste americano nos próximos dez dias, tendo em vista que as lavouras de soja estão em fase de enchimento de grãos, momento mais critico de desenvolvimento da cultura. No oeste baiano, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 56 no mercado balcão, de acordo com informações da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Demanda firme Impulsionados por compras de barganha, os contratos de milho avançaram ontem na bolsa de Chicago e recuperaram parte das perdas observadas na sessão anterior, que foram consideradas exageradas por boa parte dos traders. Os papéis com entrega em dezembro encerraram o pregão em alta de 8 centavos de dólar, a US$ 4,5525 por bushel. Analistas disseram, ainda, que a demanda pelo grão está firme. Ontem, a associação que representa os produtores de ração da Coreia do Sul adquiriu de uma trading 68 mil toneladas de milho, com opção de origem - o produto poderá vir da América do Sul ou dos Estados Unidos. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão subiu para R$ 17,36, em média, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
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