Culturas de uva, morango e citrus potencializam a produção agrícola da Chapada Diamantina
Fotos: Imprensa SEAGRI
(Ibicoara – BA) - Produtores Chapada Diamantina já colhem os frutos decorrentes do incentivo que a Secretaria da Agricultura (Seagri) vem oferecendo para introdução e expansão de novas culturas, como a uva e o morango, na região. “Diversificação de culturas, sustentabilidade econômica nos municípios, garantia de emprego e renda, e fixação do homem no campo com produtividade, são alguns dos benefícios e possibilidades que essas novas culturas trazem para essa região do Estado”, avalia o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.
Acompanhados por Salles, uma delegação de produtores franceses que visita a região da Chapada Diamantina visitaram em Ibicoara, a Lavoura e Pecuária Igarashi, agroindústria que emprega 2.200 funcionários diretos nos municípios de Mucugê e Ibicoara, e produz repolho, alho, cebola, tomate e batata, dentre outras culturas.
O diretor geral da empresa, Luiz Roberto Bortoncello, informou que a diretoria está empolgada com os testes realizados com a uva, morango e com a citricultura (tangerina Ponkan e Murcot, limão Thaiti e laranja Veneza), e anunciou que vão implantar, a médio prazo, 200 hectares de cada uma destas atividades, o que vai gerar centenas de novos empregos.
“Com a introdução dessas culturas temos a possibilidade de garantir a mão-de-obra no campo, tendo em média dois mil funcionários no quadro fixo, cumprindo dessamaneira o papel social que sempre foi uma característica do Grupo Igarashi, de manter essas famílias trabalhando”, destacou Bortoncello.
A visita dos franceses à Chapada Diamantina é mais um dos resultados práticos das missões internacionais feitas pelo governo do Estado, através da Seagri, divulgando no exterior as potencialidades e vantagens de se investir na Bahia, e atrair investidores para a agroindustrialização do Estado.
Salles agradeceu o apoio que a Igarashi tem dado aos pequenos produtores, lembrando que, atendendo solicitação da Seagri, a empresa cedeu suas estruturas de silos e galpões, cobrando apenas o custo de operação, para receber o milho que veio de navio a granel para ser ensacado e enviado para os armazéns-polos criados pelo governo da Bahia em parceria com a Conab. “Este milho subsidiado tem permitido a sobrevivência de rebanhos de milhares de criadores no estado da Bahia”, afirmou.
Projeto Morango
Entusiasmados com o potencial para a produção de uvas e vinhos de alta qualidade na Chapada Diamantina, a delegação francesa chefiada pelo presidente da Cave Coopérative des Riceys, na França, Christian Jojot, e o secretário Eduardo Salles foram recebidos pela diretoria da Empresa Bagisa, que produz diversas hortaliças e gera milhares de empregos na região. A Bagisa é referencia na diversificação de culturas, produzindo: maçãs morango, tomate cereja, tangerina e goiaba, dentre outras.
No auditório da empresa, Salles e o grupo francês discutiram as potencialidades da agropecuária da Chapada. Desse encontro também participaram, Cristiane Gouveia, assessora da Secretaria de Relações Internacionais do governo da Bahia (Serinter), prefeitos dos municípios da região, e todos os gestores das empresas que participam do Agropolo Mucugê/Ibicoara, uma associação de produtores que abrange 200 mil hectares em produção com pequenos, médios e grandes produtores e gera cerca de cinco mil empregos.
O secretário lembrou que, há dois anos, solicitou apoio ao presidente da Bagisa para desenvolver, em parceria com o Sebrae, um projeto de integração com os pequenos produtores dos municípios de Mucugê, Ibicoara e Barra da Estiva para produzir morangos. O desafio foi aceito e hoje o projeto já avançou muito, gerando renda para centenas de famílias de agricultores.
O Projeto Morango é um experimento que deve chegar a 50 hectares de área plantada de morango. “O morango hoje já é uma realidade graças a Bagisa. A empresa foi pioneira nessa ação viabilizando uma parceria com os pequenos produtores da Chapada Diamantina”, ressaltou Salles.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Bagisa e coordenador do Projeto Morango, Mauro Carneiro, o cultivo é ideal para os pequenos produtores que podem colher o morango até três vezes durante a semana, garantindo assim a renda da família através da comercialização diária do produto.
“Existia nessa região uma grande necessidade de diversificação de culturas, para que a agricultura familiar não ficasse restrita apenas à produção do café. O morango surgiu como uma alternativa, e o sucesso dessas primeiras colheitas diante da viabilidade técnica e climática da região, sustentam a expectativa de triplicarmos a área de plantio” ressaltou Carneiro.
O secretário disse ainda que “a Bagisa atua como um grande laboratório para a região, desenvolvendo e difundindo novas tecnologias, fomentando o crescimento econômico da Chapada Diamantina e garantindo emprego e renda para a população”.
Fonte:
Ascom Seagri
Viviane Cruz – Josalto Alves – Lívia Lemos
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