Commodities Agrícolas

19/08/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Teto em 1 ano e 5 meses As cotações do algodão voltaram a subir na sexta-feira na bolsa de Nova York, ainda em meio ao temor de que o clima adverso reduza a oferta da pluma americana este ano. Os EUA são o maior exportador global de algodão. Os contratos para dezembro encerraram a sessão a 93,32 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 153 pontos sobre a véspera e o maior valor desde março de 2012. Na segunda-feira, o USDA previu que os americanos devem colher a menor safra em quatro anos. "Há um espaço muito pequeno para erros com a cultura nos EUA", disse Sharon Johnson, analista da KCG Futures. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso subiu 0,22%, para R$ 2,2445. No mês, a alta acumulada do indicador chega a 7,45%. A expectativa é de aumento da produção do Brasil na safra 2013/14.
 
Realização de lucros Um movimento de realização de lucros empurrou os grãos negociados na bolsa de Chicago para o terreno negativo na sexta-feira, após as fortes valorizações das últimas sessões. No mercado de soja, os contratos de soja com vencimento em novembro fecharam em 6,25 centavos, a US$ 12,5925 por bushel. A oleaginosa vinha sustentada pelas preocupações com o tempo seco e quente no cinturão produtor americano, além da previsão de que a safra 2013/14 nos EUA deverá ser menor que a esperada inicialmente. Entretanto, ainda que a estiagem tenda a prosseguir, as possibilidades de chuva aumentaram em algumas áreas. No oeste baiano, a saca de 60 quilos do grão saiu a R$ 56,67 no mercado balcão, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
De olho no clima Também pressionadas por um movimento de realização de lucros, os preços do milho encerraram a sessão de sexta-feira em baixa na bolsa de Chicago. Os papéis para entrega em dezembro fecharam a US$ 4,6350 por bushel, em queda de 8,75 centavos de dólar. Traders ainda temem que o clima desfavorável volte a prejudicar o desenvolvimento da safra americana, diante da continuidade do clima seco e das chances de geadas tardias em setembro. Ganharam força também as preocupações com a área que deixou de ser plantada com o grão nos EUA, em função do excesso de chuvas. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 17,38 na sexta-feira, em queda de 0,8%, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
 
De carona com o milho A desvalorização do milho pesou sobre o trigo, que fechou em baixa na sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, o contrato para dezembro encerrou o pregão em queda de 6 centavos, a US$ 6,4350 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 4 centavos, a US$ 7,0225 o bushel. O movimento das duas commodities costuma ser similar pelo fato de serem concorrentes no segmento de ração animal. Apesar da desvalorização de sexta-feira, a demanda pelo cereal dos Estados Unidos segue relativamente aquecida, segundo especialistas. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos de trigo se valorizou 0,54%, a R$ 46,19, segundo o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral/Seab).
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