Commodities Agrícolas

20/08/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Realização de lucros
Após alcançarem na sexta-feira o maior patamar em um ano e cinco meses na bolsa de Nova York, um movimento de realização de lucros provocou a queda das cotações ontem. Os papéis para entrega em dezembro recuaram 46 pontos, para 92,86 centavos de dólar por libra-peso. Mas persiste o risco de que o clima adverso em regiões produtoras dos Estados Unidos reduza a oferta no país, que lidera as exportações mundiais. Assim, traders notam que novas valorizações nos próximos dias não estão descartadas, sobretudo porque o algodão é muito sensível a esse tipo de problema. No oeste baiano, a arroba da pluma saiu a R$ 70, conforme as informações mais recentes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Já a tonelada do caroço de algodão ficou em R$ 650.
 
Clima nos
EUA Preocupações em relação aos reflexos que o clima quente e seco terá sobre lavouras localizadas na porção sul do Meio-Oeste americano provocaram forte alta das cotações dos grãos ontem na bolsa de Chicago. No mercado de soja, os contratos com vencimento em novembro subiram 44 centavos de dólar e encerraram a sessão negociados a US$ 13,0325 por bushel. Segundo analistas, o cenário climático se tornou mais adverso num momento em que a soja entra em seu período crucial de desenvolvimento, quando ocorre a formação e o enchimento das vagens. E, paralelamente, a demanda pelo grão dos EUA segue forte. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos da soja segue em torno de R$ 60, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Temor renovado
Também impulsionados pelos crescentes temores em relação a eventuais danos às plantações que poderão se provocados pelo clima quente e seco no sul do Meio-Oeste americano, os contratos do milho com vencimento em dezembro subiram 22 centavos de dólar ontem na bolsa de Chicago e fecharam a US$ 4,8550 por bushel. Embora já tenham ultrapassado a fase de polinização, as lavouras de milho dos EUA ainda podem perder produtividade caso as condições climáticas se mantenham desfavoráveis. Nesse contexto, compras técnicas ampliaram a alta. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 17,45, 0,4% acima de sexta-feira, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
 
Influência "altista"
As valorizações de soja e milho ontem na bolsa de Chicago, motivadas pelas preocupações com o clima quente e seco no sul do Meio-Oeste dos Estados Unidos, tiveram influência direta sobre o mercado de trigo ontem nas principais bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro subiram 10 centavos de dólar e fecharam a US$ 6,5350 por bushel; em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou a US$ 7,0725 por bushel, ganho de 5 centavos de dólar. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal permaneceu estável. De acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura, a média estadual seguiu a R$ 46,19. Em praças como Maringá, o valor continuou em R$ 45.
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agronegócio
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