Bahia Pesca envia alevinos de bijupirá para o Espírito Santo

02/01/2007

Bahia Pesca envia alevinos de bijupirá para o Espírito Santo

 

Estado foi o primeiro a reproduzir a espécie em cativeiro e tem capacidade para produção inicial de 100 mil unidades/ano

 

Primeiro estado brasileiro a reproduzir em cativeiro o bijupirá, uma das espécies mais valorizadas na pesca, a Bahia vem desenvolvendo o projeto de piscicultura marinha através também do intercâmbio de tecnologia. Como parte deste processo, seis juvenis e 30 alevinos desse peixe foram enviados este mês para o Espírito Santo, ação prevista no convênio assinado entre os dois governos em 2003. Uma outra remessa está sendo enviada esta semana para a empresa TWB S.A. Construção Naval, Serviços e Transportes Marítimos, em Cananéia, São Paulo.

"O envio desses peixes para o Espírito Santo serviu também como experiência de transporte via rodoviária por longas distâncias, que permitiu a coleta de informações técnicas para utilização no atendimento aos futuros produtores", explicou o presidente da Bahia Pesca, Max Stern.

Segundo ele, o resultado da iniciativa foi satisfatório. "Todos os animais chegaram saudáveis e íntegros, já aceitando alimentação no dia seguinte", informou. Em até dois anos, estes peixes serão reprodutores, permitindo o desenvolvimento da atividade da piscicultura marinha naquele estado.

A Bahia é pioneira na reprodução em cativeiro de bijupirá (Rachycentron canadum) no país. O laboratório de piscicultura marinha funciona no município de Santo Amaro da Purificação, na Fazenda Oruabo, da Bahia Pesca. A unidade, que possui o maior plantel (100 animais domesticados) do Brasil, tem capacidade para produção inicial de 100 mil alevinos/ano.

De acordo com Max Stern, o projeto trará benefícios sociais e ecológicos. "Para quem sobrevive da pesca, é uma espécie de bastante valor comercial. Com o povoamento, também estaremos contribuindo para o equilíbrio ambiental, já que o bijupirá tem como habitat natural o mar", disse.

Técnicos da Bahia Pesca trabalharam durante três anos para obter esses resultados. Eles contaram com a consultoria técnica de professores da Universidade de Miami e com a parceria da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (Seap-PR). Também tiveram apoio técnico da Fundação Promar e Sesom, instituições do estado do Espírito Santo.

O bijupirá tem um ótimo crescimento, chegando a pesar de seis a oito quilos em apenas um ano em cativeiro. Habita as regiões Norte, Sudeste e Sul, sendo mais comum no Nordeste. É um peixe com escamas muito pequenas. Espécie de superfície e meia-água, vive em áreas costeiras e no alto-mar. Pode ser encontrada ocasionalmente em águas rasas com fundo rochoso ou de recife, assim como em estuários e baías.