EBDA incentiva artesanato com palhas de licuri e pindoba
Foto: Carolina Amorim
As mãos ágeis e precisas das mulheres artesãs da comunidade de Jurema em Ipirá, distante 202 quilômetros de Salvador, aos poucos dão formas às palhas de licuri e pindoba. O trabalho secular é incentivado pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), que através da parceria com o Instituto de Artesanato Visconde de Mauá promove cursos, palestras e oficinas com a finalidade de aprimorar a técnica e dar sustentabilidade às atividades rurais de economia criativa.
Não demora muito e as fibras se transformam em bolsas, esteiras, fruteiras, bandejas além de peças decorativas. A casca do coco do licuri, cortada e polida, também é utilizada na fabricação de brinco, pingentes e colares. “É uma arte secular, a maioria das pessoas muitas vezes obtêm sua renda somente do artesanato”, frisou o engenheiro agrônomo e chefe do escritório local da EBDA em Ipirá, Júlio César.
O artesanato típico do Semiárido baiano e passado de geração em geração, é aprimorado com os cursos desenvolvidos pelo Instituto de Artesanato Visconde de Mauá. Durante as oficinas, as mulheres aprendem a criar novos objetos e recebem apoio técnico para a abertura do próprio negócio. “Esse fomento é muito importante para nós que sobrevivemos do licuri e da pindoba. Estou com ótimas perspectivas”, conta a artesã Fátima Araujo, 42 anos.
De acordo com o agrônomo, as mulheres são selecionadas aleatoriamente. “Realizamos visitas periódicas às comunidades identificando as potencialidades. Quando conhecemos este grupo elas estavam trabalhando de forma precária. Não havia um espaço com iluminação adequada e o mínimo de conforto possível”, relata Júlio César. Ele conta também que a ideia é desenvolver ainda mais esse trabalho, para que as artesãs tenham seu próprio negócio com capacidade para produção e comercialização no mesmo local.
Como parte das ações, nesta quinta-feira (22), as pindobeiras de Jurema visitarão o grupo de mulheres artesãs em Riachão do Jacuípe, na comunidade de São Lourenço, que matem um trabalho semelhante e também é assistida pela EBDA. “É uma espécie de intercâmbio na promoção da cultura dos dois grupos. As artesãs de Jurema conhecerão os trabalhos das artesãs de São Lourenço, ambas trocaram experiências e técnicas”, explica Júlio. O deslocamento e estrutura serão fornecidos pela EBDA.
Fonte:
EBDA/Assimp, 21/08/2013
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