27/08/2013
Commodities Agrícolas
Real mais forte
Os preços do açúcar demerara atingiram na sessão passada o maior valor em uma semana na bolsa de Nova York. Os contratos para março fecharam em elevação de 12 pontos, a 17,11 centavos de dólar por libra-peso. A valorização do real em relação ao dólar durante o pregão voltou a empurrar para cima as cotações da commodity. O real mais forte tende a frear as vendas dos produtores brasileiros (principais fornecedores mundiais de açúcar), na medida em que diminui a rentabilidade das exportações. Ainda assim, a ampla safra de cana esperada este ano para o Brasil pode colaborar para que os preços da commodity cedam em breve. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos de açúcar cristal ficou em R$ 43,70, em alta de 0,34%.
Influência do câmbio
O café arábica fechou no azul ontem na bolsa de Nova York, depois de sete sessões consecutivas sem registrar ganhos. Os papéis com entrega em dezembro encerraram em alta de 70 pontos, cotados a US$ 1,1775 por libra-peso. A valorização do real em relação ao dólar durante a sessão serviu de combustível aos preços, já que inibe as exportações dos produtores brasileiros (maiores fornecedores mundiais do grão). As preocupações com o clima frio nas regiões produtoras do Brasil no fim da semana contribuem para dar certo suporte aos preços. Ainda assim, a expectativa de uma ampla colheita de café em 2013/14 no Brasil segue como fator de pressão. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 295 e R$ 305, segundo o Escritório Carvalhaes.
Safra dos EUA preocupa
O suco de laranja subiu ontem em Nova York, apesar da demanda fraca nos EUA e da ausência de ameaças climáticas no país. Os lotes para novembro fecharam em alta de 145 pontos, a US$ 1,3705 por libra-peso. O tamanho da safra na Flórida (que detém o segundo maior parque citrícola do mundo) continua a preocupar. A seca e o greening (bactéria de difícil controle) atrapalharam a produtividade e o Departamento de Agricultura americano (USDA) reduziu mês a mês a previsão de colheita. Porém, analistas creem que o suco só sustentará os preços atuais se houver problemas com o clima nos EUA, que no momento atravessa a temporada de furacões. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 7,04, segundo o Cepea/Esalq.
Compras de barganha
Depois de recuar quase 10% na última semana, os futuros de algodão se recuperaram ontem na bolsa de Nova York puxados por compras de barganha. Os papéis para dezembro encerraram o pregão em alta de 82 pontos, a 84,90 centavos de dólar por libra-peso. No início de agosto, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) previu que a colheita de algodão no país seria a menor em quatro anos, devido a problemas climáticos, e as cotações dispararam. A alta, porém, provocou o enfraquecimento da demanda na última semana e os preços acabaram cedendo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma entregue em oito dias teve alta de 0,82%, a R$ 2,2379 a libra-peso. No mês, o indicador acumula alta de 7,14%.