Commodities Agrícolas

05/09/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
Pressão do câmbio O açúcar demerara devolveu ganhos na sessão passada em Nova York, pressionado pelo enfraquecimento das moedas dos países produtores em relação ao dólar durante parte do pregão. Os contratos com vencimento em março fecharam em queda de 7 pontos, cotados a 16,96 centavos de dólar por libra-peso. Não apenas o real, do Brasil, mas também as moedas da Índia e da Tailândia desvalorizaram-se em relação ao dólar, o que estimulou as vendas por parte dos produtores de açúcar, na medida em que cresce a rentabilidade das exportações. No momento, as usinas desses países aproveitam para desovar estoques da safra antiga. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 44,59, alta de 0,38%.
 
Ação dos fundos As cotações do cacau avançaram ontem na bolsa de Nova York, após três sessões consecutivas de queda. Os contratos com entrega em dezembro encerraram com um expressivo ganho de US$ 78, a US$ 2.496 por tonelada. A amêndoa valorizou-se mesmo com a volta das chuvas ao oeste da África, a maior região produtora de cacau do mundo, que sofria há semanas com o tempo seco. Analistas acreditam que, a partir de agora, as precipitações nas áreas de cultivo da commodity na África tendem a ficar no nível normal para esta época do ano. Entretanto, o mercado tem sido influenciado pela ação de fundos especulativos, o que confere direção indefinida aos preços. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou em R$ 87,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Mais umidade A soja liderou ontem a desvalorização dos grãos na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 13,5250 por bushel, em forte queda de 34,25 centavos, a maior em seis semanas. O fator determinante para a baixa da oleaginosa foi o retorno da umidade aos mapas climáticos dos EUA, que vinha sofrendo com o tempo quente e seco. "O mercado aproveitou para descontar um pouco dos prêmios [de risco climático]
 
", disse Stefan Tomkiw, analista do Jefferies Bache, em Nova York. Segundo ele, as precipitações previstas não são de grandes volumes, mas as "indicações são mais positivas do que tínhamos até então". No oeste da Bahia, a saca ficou cotada em R$ 64,50, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Colheita iniciada Os contratos futuros de milho voltaram ontem a sentir a pressão da queda dos preços do grão no mercado físico dos EUA. Os papéis com entrega em dezembro encerraram em baixa de 5,75 centavos em Chicago, a US$ 4,6950 por bushel. A colheita da safra 2013/14 de milho americana já começou na porção mais ao sul do Meio-Oeste, o que contribuiu para puxar as cotações para baixo. Além disso, as recentes tensões climáticas nos EUA tendem a afetar menos o milho que a soja, pelo fato de a cultura já ter passado de sua fase mais crítica de desenvolvimento (a de polinização, quando se determina a produtividade). Em Tangará da Serra (MT), a saca de 60 quilos do grão está sendo negociada a cerca de R$ 11, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
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