Commodities Agrícolas
Realização de lucros
A recente escalada nos preços do açúcar demerara estimulou os especuladores a realizar lucros na sexta-feira em Nova York. Os contratos para março fecharam em baixa de 45 pontos, a 17,74 centavos de dólar por libra-peso. A commodity havia alcançado durante a semana o maior valor em quase seis meses, depois que a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) reportou uma queda na produção do Brasil na primeira quinzena de setembro. A valorização do dólar ante o real foi fator adicional de pressão. O Brasil é o maior fornecedor mundial de açúcar e o dólar firme incentiva as vendas por parte dos produtores, na medida em que cresce a rentabilidade com as exportações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em US$ 20,91 por saca, alta marginal de 0,05%.
Déficit preocupa
O temor de que a demanda ultrapasse a oferta de cacau pela segunda temporada consecutiva impulsionou os preços da amêndoa em Nova York na sexta-feira. Os contratos para entrega em março fecharam em alta de US$ 42, a US$ 2.642 por tonelada. A Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês) prevê que o déficit global da commodity ficará entre 69 mil e 70 mil toneladas em 2013/14, maior que as 52 mil toneladas da safra anterior. O tempo seco no oeste da África (onde é plantado 70% do cacau consumido no mundo) contribui para sustentar os preços, à medida que traz incertezas quanto à quantidade e à qualidade da amêndoa. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba tem sido negociada a R$ 87,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Impulso da demanda
Sinais de que a demanda pela soja americana segue firme deram impulso aos preços da oleaginosa na sessão passada em Chicago. Os contratos com entrega em janeiro fecharam em alta de 2,75 centavos, a US$ 13,2150 por bushel. Na quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) relatou a venda para o exterior de 2,82 milhões de toneladas na semana até 19 de setembro, o dobro do vendido na semana anterior. Os Estados Unidos são o segundo maior exportador de soja do mundo (atrás do Brasil), e a demanda pela commodity americana tem contribuído para reduzir os já apertados estoques locais. Em Lucas do Rio Verde (MT), a saca de 60 quilos tem sido negociada a cerca de R$ 60, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Vendas aquecidas
O bom volume de vendas para o exterior continua a dar suporte aos preços do trigo americano no mercado futuro. Em Chicago, os contratos para março fecharam em alta de 3,25 centavos na última sessão, a US$ 6,9150 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os lotes de mesmo vencimento subiram 4 centavos, a US$ 7,33 por bushel. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou na sexta-feira a venda de 121 mil toneladas do cereal para destinos desconhecidos. Desde o início da safra 2013/14, em junho, os americanos já venderam 12,1 milhões de toneladas do cereal, um aumento de 40% ante o mesmo intervalo de 2012. No Paraná, o preço da saca subiu 0,1% na sexta-feira, a R$ 50,49, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).