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14/10/2013

Commodities Agrícolas
 

 

 
Impulso cambial
 
O dólar enfraquecido em relação ao real serviu de impulso aos preços do açúcar demerara na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em maio (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam em elevação de 19 pontos, cotados a 18,80 centavos de dólar por libra-peso. A desvalorização da moeda americana desestimula as exportações do Brasil, maior produtor mundial da commodity, o que dá sustentação às cotações internacionais. Parte dos agentes de mercado também manifesta preocupação com o tempo chuvoso nas regiões produtoras do Brasil, o que atrasa a colheita e o processamento de cana-de-açúcar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 49,97, em ligeira alta de 0,08%.
 
Escassez de notícias
 
As cotações do algodão reagiram em Nova York na sexta-feira, após caírem por cinco pregões seguidos. Os papéis para março fecharam em alta de 21 pontos, a 84,22 centavos de dólar por libra-peso. O mercado segue à procura de uma direção mais clara, em meio à escassez de notícias do lado dos fundamentos. A falta de novidades em relação ao clima e de dados oficiais dos EUA, em função da paralisação parcial do governo, têm dificultado o trabalho dos traders. Recentemente, o algodão subiu com o temor de que chuvas causassem prejuízos às lavouras no sudeste americano, mas não houve danos significativos, por isso os preços cederam na semana passada. No oeste da Bahia, a arroba ficou em R$ 67,79, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Clima favorável
 
A percepção de que o clima seco no Meio-Oeste dos EUA tem contribuído para o avanço da colheita de soja pesou sobre as cotações da commodity em Chicago na sexta-feira. Os papéis para janeiro fecharam em queda de 19,25 centavos, a US$ 12,6625 o bushel. O mercado se ressente da falta de dados oficiais dos EUA, já que a publicação de informações agrícolas importantes foi suspensa com a paralisação parcial do governo. O relatório mensal de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura americano (USDA), que costuma ter forte influência sobre o mercado de grãos, deveria ser divulgado na sexta, mas acabou sendo postergado, e uma nova data ainda não foi definida. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa para a saca ficou estável, em R$ 73,84.
 
Corte no etanol
 
O milho voltou a cair em Chicago na sessão passada, após a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) propor uma redução no mandato de etanol no país, o que cortaria a demanda pelo grão. Os lotes para março encerraram em baixa de 4,75 centavos, a US$ 4,4625 por bushel. A ideia da EPA é reduzir a meta para o uso de biocombustíveis nos EUA a 15,21 bilhões de galões em 2014, dos 18,15 bilhões de galões originalmente definidos por uma lei de 2007. Desse total, 13 bilhões de litros de etanol, que é feito de milho nos EUA, seriam misturados à gasolina, abaixo do atual mandato de 14,4 bilhões. Em Tangará da Serra (MT), a saca de 60 quilos está sendo negociada por cerca de R$ 9, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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