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22/10/2013

Commodities Agrícolas

 

Piso em 4 anos e meio

As cotações do café recuaram ontem ao menor patamar desde abril de 2009 na bolsa de Nova York, sob a contínua pressão de uma ampla oferta global e de uma demanda pelo grão ainda enfraquecida. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão negociados a US$ 1,1580 por libra-peso, em queda de 190 pontos em relação à sexta-feira. Segundo analistas consultados por agências internacionais, a expectativa de boas colheitas no Brasil e na Colômbia, dois dos principais produtores mundiais de café arábica, tem pressionado o mercado. Desde o início de 2013, os preços já recuaram mais de 20%. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 270 e R$ 275, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Demanda fraca

As cotações do suco de laranja devolveram os ganhos registrados na sexta-feira e recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em janeiro fecharam em queda de 130 pontos, a US$ 1,1775 por libra-peso. O horizonte segue baixista para o suco, e a demanda enfraquecida nos EUA é um dos fatores que mais têm pesado. Na temporada 2012/13 (encerrada em 28 de setembro), as vendas da bebida no varejo americano caíram ao menor patamar em pelo menos 15 anos, a 2,13 bilhões de litros (563,2 milhões de galões), indicaram dados da Nielsen divulgados na semana passada pelo Departamento de Citros da Flórida. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,5 quilos da fruta destinada às indústrias segue abaixo de R$ 8, de acordo com o Cepea/Esalq.

Atraso na colheita

Os preços da soja subiram ontem na bolsa de Chicago, em meio a especulações de que chuvas leves no Meio-Oeste dos EUA poderão ampliar o atraso na colheita de grãos do país. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram o pregão em alta de 10,75 centavos de dólar, a US$ 13,0050 por bushel. Segundo Sterling Smith, analista do Citigroup, a colheita da soja nos EUA alcançou até agora 66% da área plantada, abaixo da média dos últimos cinco anos (71%). A demanda firme também dá suporte às cotações. Na semana encerrada em 17 de outubro, os EUA embarcaram 1,61 milhão de toneladas, 25% mais que na semana anterior. Nas principais praças de Mato Grosso, a saca de 60 quilos vem sendo negociada entre R$ 59 e R$ 65, conforme o Imea/Famato.

Clima melhora

Depois de dois pregões seguidos em alta, as cotações do trigo caíram ontem nas bolsas dos EUA, sob o peso da melhora do clima no sul das Grandes Planícies americanas, onde a safra de inverno do cereal será plantada em breve. Em Chicago, os papéis para março fecharam em queda de 4,75 centavos de dólar, a US$ 7,0975; em Kansas, onde é negociado um trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 5,75 centavos, para US$ 7,6050 por bushel. Especulações de que a colheita de trigo na Argentina poderá ser maior que a esperada também contribuíram para as baixas. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 49,37, 0,08% menos que na sexta-feira, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

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