Commodities Agrícolas
Movimentos técnicos
As cotações do suco de laranja permaneceram ontem acima do nível de resistência técnico e psicológico de US$ 1,20 por libra-peso na bolsa de Nova York, superado na quarta-feira. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam em alta de 60 pontos, a US$ 1,2160 por libra-peso. Movimentos técnicos garantiram mais um dia de valorização, após as quedas derivadas do enfraquecimento da demanda pela bebida nos Estados Unidos. Ainda assim, do lado dos fundamentos a ausência de ameaças climáticas à Flórida - que detém o segundo maior parque citrícola do mundo, menor apenas que o de São Paulo - segue como fator de pressão. No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 7,78, segundo o Cepea.
Piso em nove meses
Os preços do algodão caíram ontem ao menor patamar em nove meses na bolsa de Nova York, sob o peso do avanço da colheita nos EUA. Os papéis para março recuaram 1,47 pontos a US$ 80,80 centavos de dólar por libra-peso. Além de a colheita americana contribuir para elevar a oferta em um mercado global que já contabiliza excedente, a demanda arrefeceu. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) relatou a venda de 44 mil fardos na semana encerrada em 3 de outubro, queda de 32% sobre a semana anterior e de 52% sobre a média das últimas quatro semanas. "Mesmo sendo antigos, são números ruins", disse Sterling Smith, do Citigroup. No oeste baiano, a arroba da pluma saiu a R$ 67,79, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Queda em Chicago
O milho devolveu ontem boa parte dos ganhos registrados na sessão de quarta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega em março fecharam a US$ 4,5250 por bushel, em baixa de 2,75 centavos de dólar. Relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou a venda de 1,34 milhão de toneladas de milho americano na semana encerrada em 3 de outubro, bem acima do intervalo de 450 mil a 850 mil toneladas previsto por analistas. Nas primeiras duas semanas de outubro, o órgão não divulgou as exportações semanais devido à paralisação parcial do governo americano. No Paraná, a saca de 60 quilos do produto saiu, em média, por R$ 17,48, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Dia de correção
As cotações do trigo enfrentaram um movimento de correção ontem na bolsa de Chicago, depois de terem alcançado o maior valor em quatro meses e meio no começo da semana. Os contratos para março encerraram o dia a US$ 7,07 o bushel, recuo de 4,50 centavos de dólar. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 6 centavos de dólar, a US$ 7,6350 o bushel. Ainda assim, as notícias do lado dos fundamentos são altistas para o cereal. Nas últimas semanas, os preços têm sido sustentados pelas preocupações com o clima adverso em importantes regiões produtoras mundiais, caso da Argentina. Além disso, as exportações americanas de trigo estão aquecidas. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada a R$ 48,87, em queda de 0,02%, segundo o Deral.