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30/10/2013

Commodities Agrícolas

 

Liquidação em NY

O açúcar demerara registrou perdas ontem na bolsa de Nova York, em meio ao enfraquecimento da demanda e a um movimento de liquidações de posições, depois que a commodity não conseguiu se sustentar acima do nível de resistência técnico e psicológico de 19 centavos de dólar por libra-peso na sessão passada. Os contratos para maio encerraram o pregão em queda de 42 pontos, a 18,31 centavos de dólar por libra-peso. As tensões que surgiram há 11 dias no mercado, com o incêndio que destruiu 180 mil toneladas de açúcar no terminal da Copersucar no porto de Santos (SP), já se dissiparam. A Índia e a Tailândia também estão com a produção de açúcar em curso, o que incentiva os traders a se voltarem para essas origens. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal caiu 0,09%, a R$ 52,65 a saca de 50 quilos.

11ª queda seguida

O progresso da colheita de café na Colômbia e na América do Central, que se junta à produção expressiva do Brasil na atual safra 2013/14, colaboraram para que o grão arábica fechasse no vermelho pela 11ª sessão seguida na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em março encerraram em baixa de 75 pontos, a US$ 1,0990 por libra-peso. Com mais uma queda observada na sessão de ontem, o café passou a registrar sua maior sequência de baixas consecutivas na bolsa de Nova York desde 1972, como lembraram traders consultados por agências internacionais. "O café parece estar mirando o nível de US$ 1,00 por libra-peso", disse Sterling Smith, analista do Citigroup, em Chicago. No mercado doméstico, o dia foi de alta. O indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 0,75%, para R$ 244,15 a saca.

Falta de ameaças

O suco de laranja caiu pelo terceiro pregão seguido ontem em Nova York, em meio à ausência de ameaças climáticas aos pomares da Flórida, segunda maior região produtora de citros do mundo, e ao esfriamento da demanda pela bebida nos EUA. Os papéis para janeiro fecharam com desvalorização de 140 pontos, a US$ 1,1820 por libra-peso. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, não há no momento nenhum sistema no Atlântico com potencial de se transformar em um ciclone tropical nas próximas 48 horas. Além disso, dados da Nielsen apontaram que as vendas do suco de laranja no varejo dos EUA caíram ao menor patamar em pelo menos 15 anos durante o ano encerrado em 28 de setembro. No mercado interno, a caixa de laranja pera in natura ficou estável em R$ 11,18, segundo Cepea.

Colheita em curso

Após três pregões seguidos de perdas, a soja avançou ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para janeiro encerraram o pregão em alta de 2,75 centavos, a US$ 12,7075 o bushel. Nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) relatou que a colheita de soja avançou 14 pontos percentuais na semana até 27 de outubro, para 77%. A projeção do mercado era de 80%, mas o número atual já está dentro da média dos últimos cinco anos. Os trabalhos em campo foram beneficiados pelo tempo seco nos últimos dias, mas a volta das chuvas em parte do cinturão agrícola americano pode deixar a colheita lenta novamente. No mercado de Rondonópolis (MT), a saca do grão foi negociada em queda de 1,18%, a R$ 62,50, segundo o Imea/Famato.

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