Commodities Agrícolas
Pressão da oferta
O contrato de primeira posição do café arábica continuou a fazer história ontem na bolsa de Nova York ao recuar, mantendo assim a maior sequência de quedas em mais de 30 anos. As cotações até chegaram a reagir pela manhã, mas encerraram em queda pelo 12º pregão consecutivo. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam ontem em ligeira queda de 10 pontos, a US$ 1,0685 por libra-peso. na bolsa americana. Na contramão, os lotes para março tiveram leve alta de 5 pontos, a US$ 1,0995 a libra-peso. A pressão baixista dos preços vem da produção expressiva na safra 2013/14 do Brasil e do avanço da colheita na Colômbia e na América do Central. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica recuou 0,72%, a R$ 242,40 a saca de 60 quilos.
Reação tímida
O suco de laranja reagiu ontem na bolsa de Nova York, após uma sequência de três quedas. Os lotes com entrega em janeiro encerraram em ligeira alta de 90 pontos, a US$ 1,1910 por libra-peso. Ainda assim, a ausência de ameaças climáticas aos pomares da Flórida, segunda maior região produtora de citros do mundo, e o arrefecimento da demanda pela bebida nos EUA continuam a influenciar negativamente as cotações. A temporada de furacões nos EUA segue até 30 de novembro mas, até o momento, nenhum dano causado pelo fenômeno climático às lavouras de citros foi relatado - e também não há nenhum sistema no oceano Atlântico com potencial de se transformar em um ciclone tropical nas próximas horas. No mercado interno, a caixa de laranja para a indústria subiu 0,51%, a R$ 7,83, segundo o Cepea/Esalq.
Demanda forte
As cotações da soja voltaram a subir no pregão de ontem na bolsa de Chicago, impulsionadas pelo retorno das chuvas ao cinturão produtor dos EUA. Os contratos para janeiro tiveram alta de 5,75 centavos, a US$ 12,7650 o bushel. O excesso de umidade atrapalha a colheita, porque impede as máquinas de entrar no campo, e também prejudica a qualidade da soja. Além disso, a demanda pela oleaginosa está firme. "Estamos apenas nos primeiros meses do novo ano comercial [2013/14] e já temos mais de 70% da estimativa do USDA [Departamento de Agricultura dos EUA] para exportação de soja em grão cumprida, e para o farelo, 45%", disse Stefan Tomkiw, analista da Jefferies Bache, em Nova York. No Paraná, a saca de soja foi negociada ontem, a R$ 64,10, em queda de 0,16%, segundo o Deral/Seab.
Clima favorável
A ocorrência de chuvas no sul das Grandes Planícies dos EUA, região que concentra o cultivo de trigo no país, empurrou as cotações do cereal para o campo negativo na bolsa de Chicago ontem. Os lotes para março fecharam em queda de 6 centavos, a US$ 6,8650 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 4 centavos, a US$ 7,4875. O aumento da umidade contribui para o progresso do plantio do trigo de inverno nos EUA. Em relatório divulgado na segunda-feira, o Departamento de Agricultura do país (USDA) informou que a semeadura do cereal avançou para 86% da área até domingo, evolução de 7 pontos percentuais ante a semana anterior. No mercado do Paraná, a saca de trigo caiu 0,23%, a R$ 48,66, segundo o Deral/Seab.