Commodities Agrícolas
Pressão da oferta
Depois da ligeira reação dos preços do café arábica na bolsa de Nova York na sexta-feira passada, o grão voltou a ficar no vermelho ontem. Os contratos futuros com entrega em março de 2014 fecharam com perdas de 1,65% (180 pontos), a US$ 1,0680 por libra-peso. O vencimento dezembro recuou 1,75% (185 pontos), a US$ 1,0370 por libra-peso, o menor fechamento desde 5 de dezembro de 2008. Os preços do produto caíram mais de 7% em outubro. O início da colheita na Colômbia e em países da América Central, a grande safra no Brasil (maior fornecedor mundial do grão) este ano e a demanda morna têm exercido forte pressão sobre as cotações. No mercado físico nacional, o café de boa qualidade é negociado por R$ 255 a R$ 260 a saca de 60,5 quilos, conforme o Escritório Carvalhaes.
À espera do USDA
Em um pregão de poucos negócios, o suco de laranja devolveu ontem os ganhos na bolsa de Nova York. Os papéis para janeiro encerraram em forte baixa de 3% (375 pontos), a US$ 1,2050 por libra-peso. Os agentes estão na expectativa para a divulgação da primeira estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para a safra 2013/14 de laranja no país, na sexta-feira. Apesar do recuo nos preços, a percepção é que o USDA indicará uma redução da colheita de laranja na Flórida, que detém o segundo maior pomar de citros do mundo, atrás do Brasil. No mercado interno, o preço da laranja para a indústria ficou em R$ 7,85 a caixa de 40,8 quilos, leve alta de 0,13% em relação ao dia anterior, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Safra americana
O milho seguiu ontem operando no menor nível de preços em 38 meses, que foi alcançado no fim da última semana. Os papéis com entrega em março fecharam com perdas de 50 centavos, a US$ 4,37 por bushel. O grão é pressionado pelas especulações de que o USDA elevará na sexta-feira a previsão para a safra 2013/14 dos Estados Unidos. No início de setembro, o órgão americano havia projetado uma produção de 350,54 milhões de toneladas. Na última sexta-feira, a consultoria Informa Economics elevou de 355,87 milhões para 361,28 milhões de toneladas sua previsão para a colheita americana de milho. Ainda assim, a demanda pelo grão dos EUA está relativamente aquecida. No mercado interno, o indicador diário Esalq/BM&FBovespa para o milho teve alta de 0,04%, a R$ 24,78 a saca.
Clima favorável
O trigo avançou durante boa parte do pregão de ontem na bolsa de Chicago, favorecido pelo anúncio de que a Arábia Saudita adquiriu 720 mil toneladas do cereal de várias origens, inclusive dos EUA. Contudo, os preços acabaram por ceder antes do fechamento. Os lotes com entrega em março encerraram em queda de 5,50 centavos, a US$ 6,7425 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento foi negociado a US$ 7,3175 o bushel, em queda de 4,25 centavos. Ocorre que chuvas recentes melhoraram a situação do solo nas regiões produtoras do cereal nos EUA e impulsionaram o plantio - por isso, cresce a expectativa de uma safra abundante da commodity no país, o que adiciona pressão aos preços. No Paraná, a saca do cereal foi negociada a R$ 48,28, queda de 0,23% segundo o Deral/Seab.