Commodities Agrícolas
De volta ao vermelho
O café voltou a operar em baixa ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março fecharam a em queda de 90 pontos, a US$ 1,0855 por libra-peso. O excesso de oferta mundial pesou mais uma vez sobre as cotações e inverteu o movimento de alta que vinha sendo registrado em sessões anteriores com o enfraquecimento do dólar em relação ao real e a cobertura de posições vendidas. Entre meados de outubro e o início deste mês, os preços recuaram com o início da colheita na América Central e Colômbia e com a ampla produção o Brasil deve colher este ano. Há poucos dias, os futuros do café caíram para o menor valor em sete anos. No mercado interno, a saca de 60 quilos do produto ficou praticamente estável em relação à segunda-feira, a R$ 245,97, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Consumo desanimador
O desânimo em relação à demanda por suco de laranja voltou ao centro das atenções e fez a bebida voltar a fechar em queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março fecharam em baixa de 160 pontos, a US$ 1,3680 por libra-peso. Dados da consultoria Nielsen divulgados em outubro pelo Departamento de Citros da Flórida indicaram que as vendas de suco de laranja no varejo dos EUA caíram na safra 2012/13 ao menor nível em 15 anos. Mas a expectativa de queda na colheita de laranja na Flórida e a aproximação do inverno nos EUA poderão conferir algum fôlego às cotações. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias segue acima de R$ 8, conforme o Cepea/Esalq.
Dia de "correção"
Depois de ter alcançado na segunda-feira o menor patamar em 38 meses, o milho reagiu ontem em Chicago hoje. Os papéis com entrega em março fecharam em alta de 5,25 centavos, a US$ 4,2625 por bushel. O grão tem sido pressionado pela proposta, feita na sexta-feira pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), de reduzir a obrigatoriedade de mistura do etanol à gasolina no país. O biocombustível americano é feito basicamente de milho e a medida tende a diminuir a demanda pelo grão. Análises gráficas apontam, agora, para um patamar de resistência a US$ 4,2675 por bushel e um suporte a US$ 4,00. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 18,11, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Queda em Chicago
A demanda aquecida pela soja americana não foi suficiente para manter o grão em terreno positivo ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 12,6425 por bushel, em queda de 9 centavos de dólar. Segundo informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na segunda-feira, o país embarcou 2,389 milhões de toneladas da commodity na semana encerrada em 14 de novembro, 6,3% mais que na semana anterior. Ontem, relatou que exportadores privados do país venderam outras 240 mil toneladas de soja para a China, para entrega na safra 2014/15. No oeste baiano, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, a R$ 59 no mercado balcão, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).