noticia 282696

22/11/2013

Commodities Agrícolas

 

 

Demanda chinesa A forte demanda chinesa impulsionou ontem as cotações da soja em Chicago. Os contratos futuros da oleaginosa com vencimento em março fecharam o dia a US$ 12,7975 por bushel, alta de 15,5 centavos de dólar ou 1,2%. O preço do grão reagiu aos dados de exportação divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). De acordo com o órgão, os americanos fecharam contratos para a exportação de 1,38 milhão de toneladas de soja nesta safra 2013/14 na semana terminada em 14 de novembro, alta de 62,5% ante a semana anterior. Do total, 1,15 milhão se refere a vendas para a China, maior importador global da commodity. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a soja do Paraná avançou 0,45%, R$ 73,36 a saca. No acumulado deste mês, a alta é de 0,10%.

Ainda o etanol Assim como no caso da soja, a demanda também puxou os preços do milho na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com vencimento em março fecharam ontem a US$ 4,295 por bushel, alta de 4,25 centavos de dólar. No caso do milho, o que determinou o aumento dos preços foram as especulações de que a produção de etanol de milho não será reduzida, mesmo com a proposta da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês) de reduzir a parcela do etanol na mistura com a gasolina no país. Divulgada no fim da semana passada, a proposta da EPA chegou a derrubar as cotações do milho no início da semana. Agora, os rumores de que não haverá corte na produção indicam que a demanda por milho pode não cair. No Brasil, o indicador Esalq/Bm&FBovespa subiu 1,05%, a R$ 25,99 a saca.

Recuo para 2014 Na contramão dos contratos de primeiro vencimento, os papéis do trigo para março de 2014 caíram 0,75 centavo de dólar ontem, a US$ 6,5475 o bushel na bolsa de Chicago. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o contrato para março encerrou o pregão a US$ 6,9475 o bushel, recuo de 2,75 centavos de dólar. Mas os papéis do cereal para dezembro tiveram trajetória de alta. Subiram 1,5 centavo de dólar a US$ 6,4875 por bushel em Chicago. A valorização se deu após a divulgação pelo USDA de que, na semana encerrada em 14 de novembro, os acordos para venda de trigo, com entrega em 2013/14, totalizaram 618 mil toneladas, mais que o dobro das 287,8 mil tonelada da semana anterior. O indicador Cepea/Esalq para o cereal subiu 2,87% a R$ 775,92 a tonelada.

Cobertura de posição Os preços do café arábica atingiram o maior patamar em três semanas ontem em Nova York. Os contratos futuros com vencimento em março fecharam o dia a US$ 1,1140 por libra-peso, valorização de 120 pontos. Trata-se da segunda alta consecutiva da commodity. De acordo com Rodrigo Costa, diretor da Caturra Coffees, a oscilação da grão nos últimos dias é resultado de um movimento de cobertura de posições vendidas. "Ainda há um pouquinho de espaço para limpar posições vendidas", afirmou ele. Ainda segundo Costa, a forte queda dos preços do café nos últimos dias atraiu o interesse dos compradores, o que deve levar as cotações do produto a oscilarem entre US$ 1,15 e US$ 1,20 por libra-peso. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café subiu 2,2%, para R$ 254,10 a saca de 60 quilos.

Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: