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26/11/2013

Commodities Agrícolas

 

Produção na Flórida

Os contratos futuros de suco de laranja com vencimento em março subiram na bolsa de Nova York diante da perspectiva de a Flórida, o maior produtor de laranja depois do Brasil, ter neste ciclo a menor produção em 24 anos. Esses papéis tiveram ontem alta de 65 pontos, a US$ 1,4010 a libra-peso. O risco de geadas nos pomares dos EUA também vem ajudando a impulsionar os preços. No entanto, um movimento de realização de lucros fez com que o contrato de primeira posição voltasse a operar no vermelho. O papel para janeiro encerrou a sessão de ontem em queda de 15 pontos, a US$ 1,3880 por libra peso. O movimento ocorre após a escalada que levou os preços do suco à maior alta em mais de dois meses. No mercado interno, o preço da caixa de laranja para a indústria ficou estável em R$ 8,26, segundo o Cepea/Esalq.

Chuvas na colheita

Depois de registrar forte queda na sexta-feira, os futuros de algodão se recuperaram ontem e atingiram o maior valor em quase um mês. Os contratos para março fecharam o pregão ontem na bolsa de Nova York com valorização de 123 pontos, a 78,46 centavos de dólar por libra-peso. A alta da commodity reflete as preocupações com a colheita da safra americana, afetada pelas chuvas que vêm atingindo algumas regiões produtoras. Conforme analistas, essas chuvas devem se estender até quarta-feira, retardando a colheita. Além disso, as precipitações também podem prejudicar a qualidade da pluma a ser colhida nos Estados Unidos. No mercado doméstico, as cotações da pluma ficaram estáveis. O indicador Cepea/Esalq subiu 0,01%, a R$ 2,0896 a libra-peso.

Otimismo com os EUA

Os futuros de soja subiram ontem pela terceira sessão consecutiva na bolsa de Chicago num mercado otimista com os números de embarques do grão americano. O contrato para março teve alta de 8,75 centavos, fechando a US$ 13,1475 o bushel. Os embarques de 1,82 milhão de toneladas de soja dos EUA, entre 15 e 21 de novembro, foram 24% menores que os da semana anterior. Ainda assim, o volume foi considerado expressivo pelo mercado. Os últimos informes de comercialização da soja têm estimulado a alta do preço da oleaginosa. Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou a venda de 115 mil toneladas do grão para a China. No Paraná, a soja foi negociada ontem a R$ 66,83 a saca, alta de 0,98%, segundo o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral/Seab).

Demanda maior

O trigo fechou em alta pelo terceiro dia seguido nas bolsas americanas, acompanhando outros grãos. Em Chicago, o contrato para março encerrou a US$ 6,5925, valorização de 2,25 centavos. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento subiu 0,75 centavo, a US$ 7,0175 o bushel. Segundo analistas, pode haver um aumento de demanda global pelo cereal produzido nos EUA. A Agência de Desenvolvimento Econômico da China sinalizou que a autossuficiência em grãos do país deve diminuir e que o governo chinês pode autorizar mais importações. Além disso, o acordo sobre o programa nuclear do Irã também poderia estimular as importações iranianas de grãos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq no Paraná caiu 0,20% ontem, a R$ 774,58 a tonelada.

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