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28/11/2013

Commodities Agrícolas

 

Ladeira abaixo

O açúcar demerara ensaiou uma reação na bolsa de Nova York ontem, mas os preços não resistiram e fecharam no vermelho pelo sétimo pregão seguido. Os contratos com vencimento em maio encerraram em queda de 6 pontos, a 17,32 centavos de dólar por libra-peso. Analistas dizem que o mercado precisa de notícias de aumento de demanda para vencer a pressão baixista. O cenário de ampla oferta é reforçado pelo clima favorável à produção nas principais regiões produtoras. No Brasil, principal fornecedor mundial, previsões indicam que chuvas nos próximos sete dias em São Paulo devem ajudar no desenvolvimento da cana-de-açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilosde açúcar ficou em R$ 52,17, com valorização de 0,64%.

Demanda em questão

Apesar da demanda relativamente aquecida, a soja recuou em Chicago na sessão passada. Os papéis para março fecharam em baixa de 5,75 centavos, a US$ 13,0625 por bushel. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) relatou a venda de 235 mil toneladas para destinos desconhecidos, mas especula-se que a China seja o comprador. Por outro lado, também circulam entre os agentes notícias sobre cancelamentos de compras e indícios de que os chineses já começam a procurar pela soja da América do Sul. A safra na região deve ser recorde e, segundo analistas, as recentes altas de preços dificilmente se manterão nos níveis vistos nas últimas semanas. No oeste da Bahia, a saca ficou em R$ 62,33, em média, segundo a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Impulso do etanol

O aumento na produção de etanol nos Estados Unidos, que utiliza o milho como matéria-prima, impulsionou os preços do grão na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com vencimento em março fecharam com ganho de 1,75 centavo, a US$ 4,2650 por bushel. O Departamento de Energia americano informou que a produção de etanol na semana encerrada em 22 de novembro alcançou 927 mil barris diários, 2,5% acima da semana anterior. Já os estoques do biocombustível recuaram 0,4%, para 15 milhões de barris. Analistas dizem que as margens dos produtores de etanol estão "excelentes" e que isso deve estimular a demanda pelo milho. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa registrou elevação de 0,91%, para R$ 26,49 por saca de 60 quilos.

Compras do Egito

O interesse de compra de trigo por parte do Egito, um dos maiores importadores mundiais do produto, elevou os preços do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os contratos para março fecharam em alta de 7,50 centavos, a US$ 6,6350 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 8 centavos, a US$ 7,0650 por bushel. Os egípcios compraram 60 mil toneladas da França e disseram estar interessados em produto dos EUA e nos estoques da União Europeia e do Canadá. Isso indica que o Egito pode estar à procura de trigo de qualidade, diferente do produzido na Rússia e na Ucrânia. No Paraná, a saca ficou em R$ 42,95, queda de 1,06%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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