Commodities Agrícolas
Queda livre
Sem qualquer sinal de impulso vindo dos fundamentos de oferta e demanda, os preços do açúcar demerara seguem em declínio em Nova York e ontem caíram ao menor patamar desde junho de 2010. Os contratos para março encerraram a terça-feira em queda de 29 pontos (1,77%), a 16,10 centavos de dólar por libra-peso. Desde o pico de outubro, quando houve problemas climático no Brasil e ocorreu o incêndio no terminal da Copersucar no porto de Santos, os preços desabaram. De 22 de outubro até ontem, foram registradas altas em apenas seis sessões. O mercado é pressionado pela expectativa de um superávit global no atual ciclo, de até 4,7 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,57% para R$ 51,07.
Inverno próximo
Com a aproximação do inverno nos Estados Unidos, os preços do suco de laranja em Nova York voltaram a refletir preocupações com o clima. Os contratos com vencimento em março fecharam a sessão de ontem em alta de 0,63% (90 pontos), a US$ 1,4385 por libra-peso. No inverno é comum a ocorrência de geadas na Flórida, segundo maior produtor global de citros. O risco climático já havia sido embutido nos preços do mercado futuro, que chegou a recuar quando a previsão de tempo frio não se concretizou. Mas as cotações voltaram a atingir novas máximas em mais de um mês com a redução nas estimativas de produção americana, projetada agora em 121 milhões de caixas de laranjas. No mercado spot de São Paulo, o preço da caixa subiu 1,42% ontem, segundo o Cepea/Esalq.
Compras confirmadas
Sinais de demanda firme mantiveram os preços da soja em alta ontem na bolsa de Chicago. Os contratos da oleaginosa com vencimento em março avançaram 0,71% (9,5 centavos de dólar), a US$ 13,3475 por bushel. Os investidores estão confiantes em relação às vendas para a China, que, até agora, não cancelou compras de soja dos Estados Unidos como ocorreu no ano passado. Compradores estrangeiros se comprometeram a adquirir 38,7 milhões de toneladas de soja americana para serem entregues no atual ano-safra. Desse total, a China deve adquirir 63%, ou 24,5 milhões de toneladas.No m ercado interno, em movimento contrário, o indicador Cepea/ Esalq para o produto do Estado do Paraná terminou a segunda-feira em queda de 0,71% a R$ 73,04 a saca.
Altas temperaturas
Temperaturas elevadas na América do Sul inspiraram preocupações em relação ao desenvolvimento da safra de milho na região e impulsionaram os preços da commodity ontem na bolsa de Chicago. Depois de três dias seguidos de queda, influenciada por rejeições chinesas e preocupações com a demanda da indústria americana de etanol, os contratos do grão com vencimento em maio avançaram 0,81% (3,5 centavos), para US$ 4,3525 por bushel. Segundo previsões da agência de meteorologia DTN para os próximos dias, as temperaturas devem ultrapassar 38°C em regiões produtoras da Argentina e do Brasil e, mesmo com a presença de chuvas, o calor é uma preocupação. Ontem, o índice Cepea/ Esalq para o produto registrou alta de 0,42%, para R$ 26,36 a saca.