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19/12/2013

Commodities Agrícolas

 

Novo impulso 

Os preços do café arábica fecharam a sessão de ontem em Nova York no maior nível de preços em mais de dois meses. Os contratos com vencimento em março avançaram 180 pontos (1,57%), para US$ 1,1595 por libra-peso. As cotações voltaram a subir na esteira dos ganhos do robusta, em Londres, que têm impulsionado a demanda pelo arábica, de melhor qualidade. A diferença de preço entre as duas variedades do café, com os produtores de robusta do Vietnã segurando a produção, têm impulsionado os preços do arábica nas últimas sessões. Isso tem dado trégua à pressão negativa da oferta ampla esperada nos países produtores de arábica da América do Sul. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto caiu 0,4% ontem, a R$ 277,65 a saca de 60 quilos.

Ajuste de posições 

A soja fechou em baixa em Chicago ontem, dia em que os investidores se mantiveram atentos às informações vindas do Banco Central dos Estados Unidos. Os contratos para março recuaram 21 centavos (1,57%) no fechamento, para US$ 13,24 por bushel. Investidores que apostavam na alta das cotações venderam contratos, fechando posições antes do fim do ano. O mercado acompanha a situação da safra na América do Sul, que promete ser recorde, mas que agora enfrenta temperaturas elevadas. Nos Estados Unidos, a consultoria Informa Economics cortou projeção da área de plantio na safra 2014/15 para 33,16 milhões de hectares. No mercado interno, o índice Cepea/ Esalq para o produto do Paraná subiu 0,52% para R$ 73,42 a saca de 60 quilos.

Rejeições chinesas 

Os preços do milho zeraram ganhos recentes ontem em Chicago com a notícia de que as rejeições chinesas são maiores do que se esperava. Os contratos para maio fecharam em queda de 1,75 centavo (0,4%), a US$ 4,3350 por bushel. Notícias que deram conta de que a China teria rejeitado até 600 mil toneladas de milho dos EUA e a expectativa de safra americana recorde reforçaram a pressão negativa nos negócios da quarta-feira. A consultoria Informa Economics também elevou suas perspectivas para a área de plantio com o milho no país no ciclo 2014/15, de 37,03 milhões de hectares (91,50 milhões de acres) para 37,15 milhões (91,80 milhões de acres). No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto subiu 0,23%, para R$ 26,42 a saca de 60 quilos.

Piso em 18 meses 

As cotações do trigo caíram ao menor patamar em 18 meses ontem na bolsa de Chicago, ainda sob pressão dos sinais de menor demanda pelos estoques americanos. Os contratos com vencimento em maio encerraram a quarta-feira a US$ 6,1925 por bushel, em queda de 6,75 centavos. A demanda pelo cereal dos Estados Unidos, maior exportador global, cai à medida em que aumenta a disponibilidade do produto em outros países produtores. Mais uma vez o Egito deu preferência ao cereal da Romênia e da Rússia em suas compras anunciadas ontem, o que agravou o declínio das cotações. No Paraná, a saca de 60 quilos do trigo saiu, em média, por R$ 41,94, em baixa de 1,53% em relação à véspera, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

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