Commodities Agrícolas
Trégua em NY
Os preços do açúcar em Nova York tiveram uma trégua ontem depois de terem alcançado o menor patamar em três anos e meio. Os contratos da commodity com vencimento em maio fecharam a sessão de ontem em alta de 1,62% (26 pontos), a 16,29 centavos de dólar por libra-peso. Segundo os analistas, é comum ver algumas compras quando o preço chega em níveis tão baixos e esse movimento tende a se repetir nas próximas sessões. Mas, apesar do ajuste técnico, o mercado continua pressionado pelo lado dos fundamentos. Para o atual ciclo, a oferta global de açúcar deve superar a demanda em até 4,7 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto na usina recuou 1,29% para R$ 50,41 a saca de 50 quilos.
Exportação americana
Dados sobre as exportações nos Estados Unidos impulsionaram os preços do algodão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 0,36% (30 pontos), a 83,06 centavos de dólar por libra-peso. Na semana encerrada em 12 de dezembro, os exportadores americanos acertaram a venda de 53,69 mil toneladas de algodão. O volume é 36% superior ao da semana imediatamente anterior. O dado positivo para os preços se soma à perspectiva de produção global menor da pluma, o que tem oferecido suporte às cotações - que, nos últimos dias, operam nos maiores patamares em dois meses. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto encerrou a quinta-feira com leve desvalorização de 0,01%, a R$ 2,1257 por libra-peso.
Suporte técnico
A soja voltou a subir ontem na bolsa de Chicago, mesmo com dados sobre as exportações dos Estados Unidos abaixo do esperado. Os contratos com vencimento em março fecharam em alta de 0,4% (5,25 centavos), a US$ 13,19 por bushel. Na semana encerrada em 12 de dezembro, os exportadores americanos acertaram a venda de 495,7 mil toneladas da oleaginosa, número que veio bem abaixo das estimativas dos analistas. A princípio, o dado foi interpretado como um sinal de cancelamentos por parte da China. Mas, de acordo com analistas, o resultado foi minimizado pela cobertura de posições vendidas - apostas na queda no preço - e o movimento técnico prevaleceu. O indicador Cepea/ Esalq para o produto do Paraná subiu 0,63%, para R$ 72,96 por saca de 60 quilos.
Sinais de demanda
O milho também subiu ontem em Chicago, impulsionado por dados de exportação considerados positivos. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 1,15% (5 centavos), a US$ 4,385 por bushel. Na semana encerrada em 12 de dezembro, os exportadores americanos acertaram a venda de 827,1 mil toneladas de milho, um volume 19% maior que o registrado uma semana antes. Os analistas esperavam vendas entre 450 mil e 750 mil toneladas. Em um segundo comunicado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também informou a venda de 130 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul e outras 127,5 mil toneladas para destinos desconhecidos. O indicador Cepea/ Esalq para o grão subiu 0,49% para R$ 26,55 por saca de 60 quilos.