Commodities Agrícolas
Oferta abundante
Os preços do açúcar demerara caíram ontem ao menor valor em 3 anos e meio na bolsa de Nova York, sob o peso da abundante oferta mundial da commodity e do fortalecimento do dólar ante o real. Os contratos com vencimento em maio fecharam em queda de 29 pontos, a 15,93 centavos de dólar po libra-peso. De modo geral, a alta do dólar real estimula as vendas externas de açúcar por parte dos produtores do Brasil (maior fornecedor mundial da commodity), uma vez que eleva a rentabilidade das exportações. Além disso, ordens de venda foram disparadas quando o açúcar caiu abaixo de 16 centavos de dólar, o que ampliou a retração do açúcar. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,04% ontem, a R$ 51,03 a saca de 50 quilos.
Barganha em NY
Após as perdas de mais de 3% na última terça-feira, o café arábica reagiu ontem na bolsa de Nova York, impulsionado por compras de barganha. Os contratos futuros para maio encerraram o pregão a US$ 1,2300 por libra-peso, valorização de 365 pontos. Analistas e traders estão atentos à próxima safra brasileira de café, a 2014/15, cuja colheita começa em maio. O Brasil é o maior produtor mundial da commodity e a oferta do país costuma ter forte influência sobre os preços. Depois das recentes safras abundantes, analistas dizem que os cafezais brasileiros estão esgotados e que a oferta pode ser mais enxuta este ano, o que pode tirar pressão do grão. No ano passado, o preço do café caiu mais de 20%. No mercado brasileiro, o Cepea/Esalq para o café registrou alta de 2,57%, a R$ 298,69 a saca de 60 quilos.
Clima sul-americano
A melhora das condições climáticas em importantes regiões produtoras de grãos no Brasil e na Argentina levou o milho a registrar o segundo pregão consecutivo de perdas na bolsa de Chicago. Os contratos futuros de milho com vencimento em maio fecharam o pregão negociados a US$ 4,2525 por bushel, queda de 1,95% (ou 8,5 centavos de dólar). De acordo com analistas, as especulações de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevará a previsão para a safra 2013/14 do país, no relatório que divulgará na sexta-feira, contribuíram para a queda das cotações do grão. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho recuou 1,20%, a R$ 27,16 a saca de 60 quilos. No acumulado de janeiro, porém, o grão registra valorização de 2,54% em relação ao fim de dezembro.
Fator Egito
A menor demanda pelo trigo dos EUA reduziu as cotações do cereal na bolsa de Chicago ontem. Os contratos futuros da commodity com entrega para maio fecharam o pregão a US$ 5,945 o bushel, retração de 2,18% (ou 13,25 centavos de dólar), a segunda queda consecutiva. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os contratos para maio recuaram 1,5%, a US$ 6,3625 por bushel. Conforme analistas, os preços do cereal vêm recuando nos últimos dias devido à mudança feita pelo Egito, em sua estratégia de compra do cereal. Maior importador global do cereal, o país africano deixou de comprar o trigo americano em favor do trigo produzido na Rússia, Ucrânia, Romênia e França. No Paraná, o preço médio do trigo ficou em R$ 759,05 a tonelada, alta de 2,1%, de acordo com o Cepea/Esalq.