Commodities Agrícolas
Ainda a oferta
As cotações do açúcar demerara registraram o segundo pregão seguido de ganhos na bolsa de Nova York, embora a elevação tenha sido modesta. Os contratos com vencimento em maio encerraram ontem com uma ligeira alta de 2 pontos, cotados a 15,74 centavos de dólar por libra-peso. Entretanto, o cenário continua baixista. Os elevados estoques no Brasil, principal fornecedor mundial, e a colheita em curso na Índia e na Tailândia (que ocupam a vice-liderança na produção e na exportação de açúcar, respectivamente) adicionam pressão ao mercado. A Organização Internacional do Açúcar prevê um superávit de 4,7 milhões de toneladas nesta temporada 2013/14. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou a R$ 50,63, alta de 0,18%.
Temor com oferta
Diante da preocupação dos investidores com o abastecimento do mercado de suco de laranja, os preços da bebida avançaram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam em elevação de 25 pontos, a US$ 1,4860 por libra-peso - o maior nível em 7 meses. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) revisou para baixo, em 4,98%, a expectativa de colheita no país, para 170,32 milhões de caixas da fruta. Para a Flórida, Estado que concentra a produção de laranja no país, a previsão é de 115 milhões de caixas, 4,95% abaixo do previsto no mês passado. Os números foram superiores ao esperado pelos analistas. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou em R$ 8,58, em baixa de 0,58%, segundo o Cepea/Esalq.
Exportações aquecidas
Os sinais de forte demanda puxaram as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os contratos futuros da oleaginosa com vencimento em março - os mais negociados - fecharam o pregão a US$ 12,9425, alta de 1,2% ou 15,75 centavos de dólar. Conforme analistas, a valorização da soja se deve aos dados de exportação divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). De acordo com o órgão, o país embarcou 1,62 milhão de toneladas na semana entre 3 e 9 de janeiro, 1% acima da semana anterior. No mercado doméstico, o movimento foi inverso, e o grão recuou. O indicador Cepea/Esalq para a oleaginosa no Paraná ficou em R$ 67,59 por saca de 60 quilos, baixa de 1,53%. No mês, o indicador acumula desvalorização de 6,67%.
Demanda egípcia
Depois de registrarem forte baixa na última sexta-feira, os preços do trigo reagiram em Chicago. Impulsionados pela demanda do Egito, os contratos para maio fecharam ontem a US$ 5,8050 por bushel, alta de 5,50 centavos. Já em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o papel de mesmo vencimento caiu 4,75 centavos, a US$ 6,1875 por bushel. Conforme corretores, o Egito, maior importador global de trigo, fechou contratos para a compra de 55 mil toneladas dos EUA. Trata-se da primeira encomenda de trigo americano feita pelo país africano neste ano. Na semana passada, os preços da commodity vinham recuando devido à fraca demanda egípcia. No Paraná, a saca de trigo ficou estável, em R$ 41,48, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).