Commodities Agrícolas
Demanda aquecida O cacau avançou ontem ao maior patamar em duas semanas na bolsa de Nova York, em meio às expectativas para a divulgação de novos dados de moagem. Os papéis para maio fecharam em alta de US$ 39, a US$ 2.759 por tonelada. Estimativas sobre o processamento na Europa e nos EUA devem ser anunciadas hoje e quinta-feira, respectivamente. Analistas esperam um crescimento de 3% a 5% na moagem europeia no quarto trimestre de 2013, ante o mesmo período de 2012. Para os EUA, a perspectiva é de uma alta de 4% a 8%. O processamento preocupa os agentes, diante da previsão de um déficit global de 70 mil toneladas no ciclo 2013/14. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba ficou em R$ 100,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Lucros no bolso Um movimento de realização de lucros derrubou as cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York ontem. Os papéis da bebida com vencimento em maio fecharam em baixa de 300 pontos, a US$ 1,4560 por libra-peso. Desde sexta-feira, os preços do suco vinham subindo em decorrência do novo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que cortou em 5% as projeções para a safra de laranja da Flórida. De acordo com o órgão, o Estado americano - que detém o segundo maior parque de citros do mundo - deve colher 115 milhões de caixas na safra 2013/14, a menor produção em 24 anos. Na direção contrária a Nova York, o valor da caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias subiu 2,45% no mercado spot de São Paulo, a R$ 8,79, segundo o Cepea/Esalq.
Embarques firmes Os preços da soja subiram ontem pelo quarto pregão consecutivo na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a US$ 13,07 por bushel, alta de 12,75 centavos de dólar. A valorização do grão se deve aos dados de demanda firme nos EUA. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o país embarcou 1,62 milhão de toneladas de soja na semana entre 3 e 9 de janeiro, 1% do registrado na semana anterior. Apesar disso, os fundamentos de longo prazo para a oleaginosa permanecem baixistas, devido à ampla safra dos EUA, já colhida, e do Brasil, onde a colheita está em fase inicial. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 61,85, baixa de 0,16%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Pressa nas vendas As especulações de que os produtores americanos de milho decidiram antecipar as vendas para aproveitar a recente valorização pressionaram os preços do grão na sessão passada em Chicago. Os papéis com entrega em maio encerraram em queda de 3 centavos, a US$ 4,3950 por bushel. As cotações avançam desde sexta-feira, após a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Ao contrário do que os analistas esperavam, o órgão americano cortou a estimativa para os estoques americano e global de milho no fim da safra 2013/14. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos tem sido negociada a R$ 14,00 para compra e R$ 15,00 para venda, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).