Commodities Agrícolas
Realização de lucros Os preços do suco de laranja caíram ontem ao menor nível em três semanas na bolsa de Nova York, em meio a um movimento de realização de lucros. Os papéis com entrega em maio fecharam em baixa de 360 pontos, a US$ 1,4215 a libra-peso. A recente disparada da commodity foi provocada por uma nova redução na previsão do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra do país. O órgão estimou uma colheita de 115 milhões de caixas de laranja na Flórida, volume que seria o menor em 24 anos. Especialistas acreditam, no entanto, que as cotações não devem ter outros avanços significativos até que o USDA divulgue novos números para a safra americana. O indicador Cepea/Esalq para a caixa de laranja destinada à indústria ficou estável em R$ 8,85.
Exportações aquecidas O avanço acima do esperado das exportações semanais de algodão dos EUA contribuiu para que os preços da fibra voltassem a subir ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em maio encerraram o pregão de quinta-feira com valorização de 146 pontos, a 86,40 centavos de dólar por libra-peso. Em relatório divulgado ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou vendas externas de 223,7 mil fardos de algodão na semana encerrada em 9 de janeiro, expressivo aumento de 46% em relação à média das últimas quatro semanas. No mercado interno, os agricultores de Mato Grosso, maior Estado produtor do país, já iniciaram o plantio da segunda safra da pluma. O indicador Cepea/Esalq para o algodão subiu 4,70% ontem, a R$ 2,2280 a libra-peso.
Vendas ao exterior O aquecimento nas vendas externas de milho dos EUA permitiu ao grão registrar ganhos ontem na bolsa de Chicago, após duas sessões seguidas de baixa. Os contratos com vencimento em maio encerraram em alta de 2 centavos de dólar a US$ 4,3550 por bushel. Conforme relatório divulgado ontem pela manhã pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país acertou a comercialização de 821 mil toneladas de milho para o exterior, com entrega na atual safra 2013/14. O volume veio bem acima do previsto pelo mercado. O Citigroup apostava no intervalo de vendas entre 200 mil e 400 mil toneladas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa teve uma desvalorização de 0,84%, a R$ 27,07 a saca de 60 quilos. No mês, o indicador acumula alta de 2%.
Cobertura de posições Um movimento de cobertura de posições vendidas elevou os preços do trigo ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros do cereal com entrega em maio encerraram em alta de 5 centavos de dólar a US$ 5,7975 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou em valorização de 8,25 centavos, a US$ 6,2575 o bushel. Conforme analistas, investidores cobriram suas posições vendidas - que apostam na queda dos preços - após o trigo atingir na quarta-feira o menor preço em mais de três anos. No mercado interno, as cotações no Paraná estão pressionadas com o início das importações de trigo de argentino. O indicador Cepea/Esalq para o cereal no Paraná desvalorizou-se ontem 0,92%, com a cotação a R$ 765,48 a tonelada.