Commodities Agrícolas
Oferta elevada
A ampla oferta global pressionou as cotações do açúcar ontem. Os contratos futuros da commodity com vencimento em maio fecharam o pregão cotados a 14,25 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 16 pontos. Os preços dos açúcar vêm sofrendo forte pressão diante da grande produção de Brasil e Tailândia, os maiores exportadores do produto. Em relatório divulgado ontem, a consultoria Safras & Mercado estimou que a colheita de cana-de-açúcar vai aumentar 2,7% no ciclo 2014/15 - que tem início em abril -, para 675 milhões de toneladas de cana. Além disso, a desvalorização do dólar ante o real é um fator adicional de pressão sobre as cotações do açúcar. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo teve leve alta de 0,08%, a R$ 49,66 a saca de 50 quilos.
Chuvas no Brasil
O café arábica recuou pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York e atingiu ontem o menor valor quase três semanas. Os papéis com entrega em maio fecharam em baixa de 130 pontos, a US$ 1,1715 a libra-peso. A volta das chuvas nas regiões produtoras do Brasil, maior fornecedor mundial do grão, aliviou as preocupações de que o tempo seco poderia afetar a colheita este ano. "Ainda vemos uma oferta muito confortável [no mundo]
", disse Kona Haque, líder de pesquisa agrícola no Macquarie Bank, em Londres. Ela espera que os preços do arábica oscilem entre US$ 1,05 e US$ 1,20 por libra-peso na maior parte do ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica recuou 0,59%, a R$ 284,89 a saca de 60 quilos. No mês, o indicador acumula queda de 0,67%.
Ainda a demanda
A demanda externa pelo milho dos EUA elevou os preços da commodity ontem. Os contratos futuros com entrega para maio encerraram o pregão negociados a US$ 4,33 o bushel na bolsa de Chicago, valorização de 0,1% ou 0,75 centavo de dólar. Foi a segunda alta consecutiva. De acordo com analistas, a demanda por milho permanece forte em relação à oferta atualmente disponível. Apesar da produção recorde dos EUA nesta safra 2013/14, os produtores só devem acelerar as vendas perto do início da primavera americana. Na última terça-feira, dados de exportação divulgados pelo USDA reforçaram as avaliações sobre a demanda. No Brasil, porém, os preços do milho caíram. O indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão recuou 0,6%, a R$ 26,65 a saca de 60 quilos. No mês, a commodity registra alta de 0,4%.
Maior produção
A expectativa de uma maior produção global de trigo pressionou as cotações do cereal na bolsa de Chicago. Os lotes com entrega para maio encerraram o pregão de ontem a US$ 5,68 por bushel, queda de 0,17% ou 1 centavo de dólar. Trata-se da terceira baixa consecutiva. Estimativas apontam que o Canadá irá colher um volume recorde de trigo na safra 2013/14, e que a Austrália terá sua terceira maior produção da história. Além disso, operadores também apostam que o Egito, maior importador mundial do cereal, tende a fazer mais compras de produtores da região do Mar Negro, como Ucrânia e Rússia, deixando novamente de lado o trigo produzido nos EUA. No Brasil, o preço médio do trigo calculado pelo Cepea para o grão produzido no Paraná subiu 1,75%, para R$ 776,93 por tonelada.