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24/01/2014

Commodities Agrícolas

 

Demanda forte

Os preços do cacau subiram ontem ao maior valor em quase um mês na bolsa de Nova York. Os contratos para maio encerraram em alta de US$ 92, a US$ 2.799 por tonelada. Traders aproveitaram as recentes quedas da commodity para voltar às compras. "O mercado está sendo orientado pela demanda", disse Sterling Smith, analista do Citigroup. Nos últimos meses, o cacau tem sido negociado nos maiores patamares dos últimos dois anos, em função da previsão de que a oferta ficará aquém da demanda. A Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês) prevê um déficit de 69 mil toneladas na atual safra 2013/14, que se encerra em 30 de setembro. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba foi negociada na quarta-feira com estabilidade ao preço médio de R$ 98, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Pressão de oferta

Depois de fechar no menor valor em três semanas na bolsa de Nova York na quarta-feira, o café arábica voltou a subir ontem. Os papéis para maio encerraram em alta de 0,29% (35 pontos), a US$ 1,1750 por libra-peso. Na sessão anterior, o grão recuou sob a pressão da volta das chuvas às regiões produtoras brasileiras, o que aliviou as preocupações de que o clima seco possa afetar a colheita este ano. O Brasil é o maior fornecedor mundial de café. O fato é que a oferta da commodity é elevada e continua como fator de pressão. "A disponibilidade atual de café é grande, o que dificulta maiores valorizações dos preços", disse em nota a consultoria Pharos. No mercado físico, o café de boa qualidade é negociado por R$ 290 a R$ 300 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Impulso do etanol

Os preços do milho avançaram pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Chicago ontem, estimulados pela alta na produção semanal de etanol nos EUA - que utiliza o grão como matéria-prima para o biocombustível. Os papéis com entrega em maio subiram 2,25 centavos, a US$ 4,3525 por bushel. De acordo com a Administração de Informações sobre Energia (EIA), os EUA produziram 905 mil barris de etanol por dia na semana encerrada em 17 de janeiro, 4,3% acima da semana anterior. O atraso no escoamento do milho provocado pelo frio no Meio-Oeste dos Estados Unidos é fator adicional de impulso às cotações. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 26,47 ontem, em baixa de 0,45%

Clima adverso

Os preços do trigo subiram ontem na bolsa de Chicago impulsionados pelas preocupações de que o tempo frio em algumas áreas dos EUA danifique as lavouras do cereal de inverno no país. Assim, os contratos para maio fecharam em alta de 8,25 centavos, a US$ 5,7625 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento subiu 8 centavos, a US$ 6,30 o bushel. O temor é que as lavouras de trigo americanas, em fase de dormência, não tenham cobertura de neve suficiente para protegê-las do frio. Segundo previsões meteorológicas, as temperaturas cairão abaixo de zero nos próximos 10 dias em algumas regiões triticultoras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cereal no Paraná teve valorização de 0,13% ontem, a R$ 777,96 a tonelada.

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