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27/01/2014

Commodities Agrícolas

 

Efeito câmbio na oferta Pressionado pela desvalorização do real, as cotações do café arábica recuaram na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos futuros da commodity com vencimento em maio fecharam o pregão em queda de 80 pontos a US$ 1,1670 a libra-peso. A desvalorização do real ante o dólar pressiona as cotações na medida em que incentiva as exportações de café do Brasil, o maior exportador global da commodity. Na sexta-feira, o dólar subiu 1,30% e fechou o dia a R$ 2,40, maior cotação desde 22 de agosto. Do lado dos fundamentos, a elevada oferta global continua a exercer pressão de baixa sobre as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica teve desvalorização de 0,73%, a R$ 285,03 a saca de 60 quilos. No mês, o indicador acumula queda de 0,62%.

Temperatura amena A menor preocupação com os impactos do frio sobre os pomares de laranja da Flórida reduziu as cotações do suco na última sexta-feira. Os contratos futuros da commodity com entrega para maio fecharam o pregão a US$ 1,4345 por libra-peso, queda de 125 pontos. Conforme analistas, os preços do suco de laranja cederam graças às previsões de que a clima na Flórida - região que reúne o segundo maior parque citrícola do mundo - deve ser mais moderado. Com isso, é menor a possibilidade de novas perdas na colheita do Estado, que já enfrenta problemas nesta safra e deve registrar a menor produção em mais de 20 anos, conforme estimativa do USDA. No mercado brasileiro o preço médio da caixa de laranja destinada à indústria de São Paulo ficou estável, a R$ 8,50, de acordo com levantamento do Cepea.

Vendas aquecidas Dados positivos sobre as exportações semanais de soja pelos EUA contribuíram para o avanço nas cotações da commodity na sexta-feira. Os contratos para maio encerraram em alta de 7,5 centavos, a US$ 12,70 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que, na semana encerrada em 16 de janeiro, foram fechados contratos para o embarque de 703,4 mil toneladas de soja com entrega para 2013/14. Também foram firmados contratos para a exportação de 969,8 mil toneladas para entrega em 2014/15. Ainda assim, fatores climáticos continuam a pressionar as cotações. Há também preocupação de que a China possa cancelar ordens de compra dos EUA, para comprar grão do Brasil, mais barato. No mercado do Paraná, a saca da soja subiu 0,33%, a R$ 61,40, segundo o Deral/Seab.

Trégua climática As cotações do trigo cederam na sexta-feira na bolsa de Chicago, em meio à diminuição das preocupações com o clima frio nos Estados Unidos. Os contratos para maio fecharam com perdas de 4,75 centavos, a US$ 5,7150 por bushel. As baixas temperaturas ainda ameaçam as regiões produtoras de trigo de inverno nos EUA. Contudo, previsões climáticas mais recentes indicam que as áreas passíveis de sofrerem com geadas já têm uma ampla camada protetora de neve sobre as lavouras do cereal. Apesar da desvalorização das cotações em Chicago, as notícias foram positivas do lado da demanda com mais contratos de exportações fechados na semana. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada em queda de 0,19%, a R$ 42,03, segundo o Deral/Seab.

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