Commodities Agrícolas
Foto: Divulgação Valor Econômico
Excedente e câmbio
Depois de avançar nos dois últimos pregões, o açúcar demerara caiu ao menor valor em mais de três anos e meio em Nova York. Os papéis para maio fecharam em baixa de 26 pontos ontem, a 15,03 centavos de dólar por libra-peso. A previsão de que haja um superávit mundial na atual safra 2013/14 voltou a pesar sobre os preços. Boas colheitas de cana no Brasil, na Índia e na Tailândia elevaram as expectativas de oferta abundante este ano. A desvalorização das moedas de países emergentes - caso do Brasil - foi fator adicional de pressão. A queda do real ante o dólar encoraja as vendas por parte do Brasil, na medida em que cresce a rentabilidade com as exportações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 49,77, alta de 0,18%.
Tensão com oferta
Os preços do cacau avançaram na sessão passada ao maior patamar em mais de 28 meses em Nova York, em meio às preocupações com a oferta da amêndoa aquém da demanda. Os contratos com vencimento em maio encerraram com ganhos de US$ 96, a US$ 2.897 por tonelada. Os estoques de cacau monitorados pela bolsa de Nova York caíram quase 3% na semana encerrada na última sexta-feira. O declínio acentuou a tensão em relação ao déficit da commodity, estimado na atual temporada 2013/14 em 70 mil toneladas pela Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês). Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba foi negociada à cotação média de R$ 102,00, de acordo com levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.
Frio preocupa menos
A menor preocupação com o clima na Flórida derrubou as cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York ontem. Os papéis para maio fecharam a US$ 1,4005 por libra-peso, forte queda de 340 pontos. Na semana passada, os preços da bebida subiram sob o impacto do temor de que o clima frio provocasse uma geada no Estado americano da Flórida - que reúne o segundo maior parque citrícola do mundo - e prejudicasse a produção local de laranja. Porém, as temperaturas não caíram o suficiente para danificar os pomares. A queda de ontem também refletiu uma realização de lucros, após as altas verificadas na semana passada. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias está sendo negociada a cerca de R$ 8,50, segundo o Cepea/Esalq.
Atenção ao clima
Os preços do trigo cederam nas bolsas americanas na sessão passada. Em Chicago, os papéis para maio fecharam em baixa de 1,75 centavo de dólar, a US$ 5,6975 por bushel. Em Kansas, os contratos de mesmo vencimento fecharam em queda de 5 centavos, a US$ 6,2025 por bushel. Apesar da desvalorização, o cenário é de alta para as cotações do cereal. Previsões climáticas indicam que as temperaturas ficarão próximas de zero hoje e amanhã nas principais regiões produtoras de trigo dos EUA. O frio pode trazer danos às lavouras que não estiverem com uma boa camada de neve, que atua como uma proteção para as plantas. No Paraná, a saca de 60 quilos de trigo foi negociada a R$ 42,07, ligeira alta de 0,10%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).