Commodities Agrícolas
Realização de lucros
Um movimento de realização de lucros derrubou as cotações da cacau na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os lotes da amêndoa com vencimento em maio fecharam a US$ 2.922 a toneladas, retração de US$ 1. Trata-se da segunda queda consecutiva. Conforme analistas, fundos especulativos que apostavam na valorização do cacau estão revendo suas posições. Entretanto, o cenário para a amêndoa ainda é de alta. De acordo com a Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês), a atual temporada 2013/14 deve registrar um déficit mundial de 70 mil toneladas da commodity. No mercado brasileiro, as cotações ficaram inalteradas. Conforme levantamento da Central de Nacional de Produtores de Cacau, o preço médio do produto em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou em R$ 106 a arroba.
Fundos em ação
Impulsionados por um movimento de fundos especulativos, os preços do suco de laranja fecharam a última sexta-feira em alta na bolsa de Nova York. Os lotes de suco de laranja com vencimento em maio encerraram o pregão negociados a US$ 1,4335 por libra-peso, alta de 265 pontos. Segundo analistas, investidores fecharam as posições que apostavam na desvalorização da commodity na sexta-feira. No mercado, avaliações indicam que os preços do suco devem oscilar dentro de um pequeno intervalo de preços, caso não haja novidades no climáticos. A ocorrência de geadas no Estado da Flórida (EUA), segundo maior parque de citros do mundo, poderia mudar esse quadro. Em São Paulo, o preço da laranja para a indústria teve valorização de 9,39%, a R$ 9,09 a caixa, conforme levantamento do Cepea.
Ainda a demanda
Os preços da soja subiram pelo segundo pregão consecutivo na bolsa de Chicago na última sexta-feira. Os futuros de soja com vencimento em maio encerraram o pregão cotados a US$ 12,685 o bushel, valorização de 0,59% ou 7,5 centavos de dólar. Apesar da avaliação consensual de que o avanço da colheita das safras brasileiras e argentina, que prometem ser recorde, indica uma perspectiva "baixista" para a soja, a commodity foi sustentada pelos dados de exportação divulgados na última quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os números do órgão ficaram bem acima do que o mercado esperava. Já no Brasil, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa para a soja entregue em Paranaguá (PR) registrou alta de 0,46%, a R$ 68,2 a saca. No mês, o indicador teve baixa de 11,7%.
Recompra de posições
Os preços do trigo tiveram mais um dia de recuperação na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos futuros do cereal com vencimento em maio fecharam com alta de 0,4% ou 2 centavos de dólar, a US$ 5,5825 por bushel. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o produto de melhor qualidade, os contratos para maio subiram 0,6% ou 3,75 centavos de dólar, a US$ 6,11 o bushel. De acordo com analistas, a forte queda registrada pelo cereal na quarta-feira incentivou os investidores a recomprar posições. No mercado, há sentimento de que a queda recente foi muito extrema, o que cria um potencial de alta para as cotações. No mercado físico, em Ponta Grossa (PR), o preço médio do cereal ficou em R$ 47,40 por saca de 60 quilos, segundo o Departamento de Economia Rural.