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06/02/2014

Commodities Agrícolas

 

Clima no Brasil

Os preços do café arábica voltaram a disparar na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 670 pontos, a US$ 1,4510 por libra-peso. Ainda há grande preocupação quanto ao impacto do clima sobre a produção no Brasil, tendo em vista que o país (maior fornecedor mundial de café) enfrenta tempo excessivamente quente e seco. De acordo com Carlos Costa, da Pharos Consultoria, houve uma grande recompra de posições vendidas nos últimos três dias, o que intensificou a valorização das cotações. Costa não descarta que a commodity busque os US$ 1,50 por libra-peso no curto prazo. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 320 e R$ 340, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Tensão em Nova York

A tensão com o clima no Brasil novamente sustentou o suco de laranja em Nova York. Os papéis para maio encerraram em elevação de 200 pontos ontem, a US$ 1,4635 por libra-peso. No mercado, teme-se que a ausência de chuvas no Sudeste do Brasil prejudique a safra 2014/15 de laranja. Segundo fontes da indústria consultadas pelo Valor, a seca poderá levar a uma redução do volume produzido em São Paulo, que abriga o maior parque citrícola do mundo. No front internacional, a perspectiva de recuo na safra da Flórida - que detém o segundo maior pomar de citros do planeta - é fator adicional de suporte aos preços da bebida. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 9,06, de acordo com o Cepea/Esalq.

À espera de novidades

Os preços da soja, que iniciaram a sessão em queda, passaram ao terreno positivo antes do fechamento na bolsa de Chicago ontem. Os papéis para maio encerraram em alta de 0,15%, a US$ 12,9950 por bushel. De maneira geral, investidores aguardam mais notícias sobre a safra na América do Sul. O tempo quente e seco no Brasil não prejudicou as lavouras até agora, mas ainda há o risco de comprometimento da produtividade. O cenário também se mantém estável em relação à demanda. Os chineses, que são os principais importadores mundiais, ainda não deram sinais de que vão cancelar as compras de soja americana, como muitos apostavam. Em Sorriso (MT), a saca de soja é negociada a cerca de R$ 50, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Mais vendas

Após duas sessões seguidas de ganhos, o milho recuou na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam em ligeira baixa de 0,25 centavo, a US$ 4,4750 por bushel. O milho foi pressionado por sinais de que os produtores americanos estariam vendendo mais volumes do grão, incentivados pela recente valorização das cotações. A demanda pela commodity, por sua vez, continua firme. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou ontem que os exportadores privados americanos venderam 236,7 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos. No Paraná, a saca de 60 quilos de milho foi negociada ontem a R$ 19,97, em queda de 0,50%, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral).

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